Polícia Civil e MP prendem seis suspeitos em operação que mira núcleo financeiro de milícia em Rio das Pedras

 

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A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público (MP-RJ) prenderam, nesta sexta-feira, seis suspeitos de integrar o núcleo financeiro de uma milícia que atua em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), em conjunto com promotores do MP.

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Segundo as investigações, os alvos da operação exercem papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsáveis por sustentar economicamente a estrutura paramilitar. Até o momento, seis investigados foram presos, todos apontados como integrantes do setor encarregado de gerir o fluxo de dinheiro da milícia.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava na arrecadação ilícita, na gestão e distribuição de recursos, no pagamento de despesas operacionais e na lavagem de dinheiro, inclusive por meio do uso de empresas de fachada e de pessoas interpostas, prática comum para ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente.

A operação tem como principal objetivo atingir diretamente a base financeira da organização criminosa, considerada fundamental para a manutenção do poder, do comando e da continuidade das atividades ilegais exercidas pelo grupo em Rio das Pedras. A estratégia, segundo os investigadores, busca asfixiar o funcionamento da milícia, comprometendo sua capacidade de financiamento e enfraquecendo sua atuação territorial.

A Polícia Civil destacou que a desarticulação do núcleo financeiro é uma etapa decisiva no enfrentamento às milícias, uma vez que o controle econômico é o principal pilar de sustentação dessas organizações. As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas.

Milícia em Rio das Pedras

A favela de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste, que tem 55 mil habitantes, de acordo com dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a única do Itanhangá controlada por paramilitares. Outras como o Morro do Banco, Muzema e Tijuquinha já são dominadas pelo tráfico. Segundo estimativas feitas por policiais, divulgada na reportagem do GLOBO, a milícia arrecada cerca de R$ 2 milhões mensais em Rio das Pedras.

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