Polícia Civil e Ministério Público fazem operação contra 'Diabo Loiro', influenciador acusado de lavar dinheiro para o PCC
O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo realizaram nesta sexta-feira (8) uma operação contra crimes financeiros realizados por influenciadores digitais, acusados de lavar dinheiro para o PCC. O principal alvo da ação foi o influenciador Eduardo Magrini, o "Diabo Loiro", que está preso desde o ano passado e tem passagens criminais por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.
Magrini, que antes da prisão aparecia nas redes sociais montado em cavalos e em eventos de rodeio, é investigado desde 2016. Na ação de hoje, denominada "Operação Caronte", os investigadores apontaram que "Diabo Loiro" utilizou de empresas de fachada e com sócios "laranja", do ramo de transportes e também de rodeios, para legalizar recursos financeiros de origem ilegal.
"O filho de Eduardo Magrini também é investigado e foi alvo das buscas na data de hoje, sendo suspeito de movimentar recursos ilícitos através de empresa do ramo musical e outras. As investigações se robusteceram após análise de dados fiscais, bancários e demais informações fornecidas por órgãos fiscalizatórios, que permitiram identificar movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos", afirmam o MP e a Polícia Civil, em nota conjunta.
Além do mandados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados, além da apreensão de veículos e outros bens em nome dos suspeitos. Foram cumpridos um total de onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga, todas em São Paulo.
Quem é Diabo Loiro
Detido desde o ano passado, Magrini tinha sido preso em flagrante, em 2012, por tráfico de drogas, na altura do km 65 da rodovia Dom Pedro I, em Bom Jesus dos Perdões. Os policiais haviam sido alertados por uma denúncia de que o "Diabo Loiro" iria passar na rodovia com um carregamento de drogas. No porta malas, os policiais encontraram dois tijolos de cocaína e outros dois de maconha. Na época, Magrini dizia trabalhar com "compra e venda de cavalos". Ele foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão.
Segundo as autoridades, Magrini seria um dos envolvidos nos ataques do PCC ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo em 2006. Magrini teria atuado também na "sintonia FM", setor que administra pontos de venda de droga da facção.
