Polícia Civil descobre fábrica clandestina de bebidas em SP e prende idosa de 70 anos
Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo localizaram uma fábrica de bebidas alcoólicas falsificadas em Limeira, no interior do estado, e prenderam em flagrante uma idosa de 70 anos apontada como responsável pelo local, que funcionava em um armazém e abastecia comerciantes da região.
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Segundo a Polícia Civil, o marido da suspeita já cumpre pena em regime semiaberto após condenação por crimes tributários e contra o patrimônio.
A ação ocorreu durante a quarta fase da Operação Poison Source, conduzida pela 1ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar).
A investigação avançou a partir de dados extraídos de celulares apreendidos na fase anterior, realizada em Rio Claro, que indicaram que bebidas vendidas em uma adega tinham origem em uma fábrica clandestina em Limeira.
Com base nas informações reunidas no inquérito, os investigadores deflagraram nova ofensiva para desarticular o esquema. Durante a operação, a fábrica foi localizada e a responsável, presa.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em Limeira e um em Piracicaba. O caso foi registrado na 1ª Divecar, que segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração do esquema de falsificação.
Operação mira esquema nacional
A Operação Poison Source teve início em outubro de 2025. Na primeira fase, um dos principais fornecedores de insumos para falsificação de bebidas no país foi preso na zona norte da capital paulista.
Na ocasião, agentes apreenderam rótulos, tampas, caixas e selos falsificados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Dois homens foram presos e depósitos de garrafas foram localizados em Nova Iguaçu (RJ) e Goiânia (GO), usados para abastecer fornecedores.
Na segunda fase, em novembro, foram cumpridas 21 ordens judiciais em Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pernambuco, com cinco pessoas presas e apreensão de materiais usados na adulteração e distribuição de bebidas.
Já na terceira fase, em Rio Claro, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na residência do principal investigado, em uma adega e em um sítio onde funcionaria uma indústria clandestina. Dois suspeitos foram presos em flagrante por fabricação ilegal de bebidas alcoólicas.
