Polícia Civil aguarda familiares para identificar vítimas de acidente no Norte de Minas
Familiares das vítimas do acidente entre um ônibus de turismo e um caminhão na BR-251, no Norte de Minas, são aguardados pela Polícia Civil de Minas para a coleta de DNA e identificação dos corpos. Ao menos oito pessoas morreram carbonizadas, após o veículo de turismo colidir com um caminhão e pegar fogo. As investigações do caso já estão em andamento.
A Polícia Civil de Minas aguarda a coleta e envio de amostras de DNA por familiares das vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão na BR-251, Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, para a identificação dos corpos. Oito pessoas morreram depois que o veículo de turismo colidiu com um caminhão-baú nesse domingo e, em seguida, pegou fogo.
Conforme o médico-legista Thiago Rodrigues, chefe do Posto Médico Legal de Taiobeiras, na mesma região, o estado dos corpos dificulta a identificação. Por isso, eles foram transferidos para o Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte, que tem mais equipamentos e pode agilizar o processo. A empresa responsável também enviou uma lista com os nomes e idades das possíveis vítimas, que teriam idades entre 9 e 80 anos.
Segundo o profissional, os materiais genéticos dos familiares são necessários para a comparação, assim como radiografias.
"Esses exames basicamente serão coleta de DNA para confronto com DNA de familiares de primeiro grau, bem como também pode ser realizado exames de comparação. Comparar, por exemplo, radiografias odontológicas das vítimas, claro que esses exames serão selecionados pela seção de antropologia caso a caso. Importante orientar os familiares nesse momento que essa coleta de DNA pode acontecer em qualquer posto de perícia, tanto em Minas Gerais como em outros estados, bem como também o envio de documentos", disse.
O ônibus saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Aracaju, no Sergipe. Cerca de 20 passageiros estavam no transporte rodoviário no momento da colisão com um caminhão-baú, que vinha no sentido contrário. Além dos mortos, pelo menos outros nove feridos foram levados para hospitais próximos dos municípios vizinhos.
Ainda, segundo a Polícia Civil, as investigações sobre as causas do acidente já estão em andamento e têm prazo mínimo de 30 dias. Os policiais iniciaram a oitiva de sobreviventes, entre eles, os motoristas dos veículos envolvidos, além da perícia que também esteve no local dos fatos.
O investigador Wanderson de Paulo afirma que apenas o laudo final poderá determinar as causas do acidente.
"Precisa ali da conclusão de um laudo pericial de local que traz ali todos os elementos, como para que lado que os veículos estavam indo, como ficou após o acidente, qual era a condição da pista no momento, se teve frenagem, se teve deslocamento. O que nós temos até o momento é isso de que são dois veículos que tavam em sentidos opostos, em itinerários diferentes e que acabaram colidindo. Foi frontal? Não, pode ter acontecido, vamos dizer, de um dos veículos ter tirado ali para tentar evitar uma colisão frontal e ter pego ali na na lateral do outro veículo. Mas aí ainda a gente não pode afirmar, isso vai ser afirmado através do laudo", afirmou.
Procurada, a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, informou que a Auto Viação Arca Turismo, responsável pelo ônibus, estava devidamente credenciada e regular quanto ao veículo e trajeto.
Em nota a empresa lamentou o acidente, disse que acionou a seguradora logo após a ocorrência e que disponibilizou equipes médicas e jurídicas para suporte suporte às vítimas e familiares. A Auto Viação Arca Turismo ressaltou que está colaborando com as investigações e que manterá uma política de transparência sobre a tragédia.
