Polícia aponta que tenente-coronel manuseou celular de PM minutos após ela ser baleada
A análise de dados feita pela Polícia Civil aponta que o celular da soldado Gisele Alves Santana foi desbloqueado e manuseado pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, minutos após ela ter sido baleada na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás. A informação é do g1.
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Os registros mostram que o aparelho foi acessado três vezes naquela manhã, a última delas, às 7h58, sendo que ele já havia ligado pro 190 quatro minutos antes desse último acesso.
A perícia também descobriu que mensagens foram apagadas. No celular do tenente-coronel, não havia registros de conversas com a esposa no dia anterior ao crime.
Mas, a polícia conseguiu recuperar os dados do aparelho de Gisele, que mostram uma realidade diferente: os dois tiveram discussões intensas sobre o divórcio.
Na última mensagem, enviada às 23h, Gisele dizia para o marido seguir em frente com o pedido de separação.
Ela também diz "Vc confundiu carinho com autoridade, amor com obediência, provisão com submissão. Vejo que se arrependeu do casamento, eu tbm, e tem todo direito de pedir o divórcio não quero nada seu".
Para os investigadores, o oficial apagou as mensagens para sustentar a versão de que ele queria o divórcio, e não a vítima.
Colegas relatam comportamento agressivo de tenente-coronel
O comportamento agressivo do tenente-coronel não era segredo entre colegas de farda. Policiais militares relataram episódios de violência dentro do próprio Comando Geral. Testemunhas afirmam ter visto Geraldo prensar Gisele contra a parede e até registros de câmeras que mostrariam o oficial segurando a esposa pelo pescoço.
Geraldo Neto está preso preventivamente desde o dia 18 de março e agora responde como réu por feminicídio e fraude processual.
Inicialmente, ele afirmou que a esposa havia se suicidado após uma discussão, mas a versão foi descartada após laudos apontarem feminicídio.
