PM recolhe carteiras funcionais de policiais presos em flagrante por morte de empresário na Pavuna, na Zona Norte do Rio

 

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A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) confirmou, nesta quinta-feira, ter apreendido dois fuzis usados por um sargento e um cabo da Polícia Militar para efetuar os disparos que mataram o empresário Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos. Ele foi baleado durante uma abordagem realizada pelos PMs, na madrugada desta quarta-feira, enquanto dirigia uma picape na Rua Doutor José Thomas, na altura do acesso ao Conjunto Tom Jobim, na região do Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio.

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Já a Polícia Militar informou ter recolhido as carteiras funcionais dos dois militares. Eles foram presos em flagrante pela corregedoria da corporação por homicídio doloso (quando há intenção de matar), crime previsto na Justiça Militar.

Carro onde o empresário foi baleado na Pavuna

Fabiano Rocha/Agência O Globo

A tipificação está prevista no artigo 205 do Código Penal Militar. A decisão de autuar os dois praças em flagrante foi tomada após a corregedoria analisar as imagens das câmeras corporais dos PMs e também de uma câmera instalada na viatura usada pelos militares. A gravação teria mostrado que o caso não ocorreu da maneira como o cabo e o sargento relataram em um boletim de ocorrência.

Na ocasião, eles afirmaram no documento que o condutor da picape não obedeceu à ordem de parada e teria acelerado o veículo na direção dos agentes, representando “iminente risco à integridade física da equipe”. Ainda segundo o documento, diante da situação, foram efetuados disparos de fuzil calibre 7,62: um dos policiais realizou 13 tiros, e o outro, 11.

Segundo a Polícia Militar, as imagens das câmeras corporais e da viatura já foram disponibilizadas para o Ministério Público do Rio de Janeiro. O Inquérito Policial Militar (IPM) corre de forma independente do procedimento instaurado pela DHC.

Daniel era empresário do ramo de telecomunicações e morava próximo ao local onde foi baleado, também na Pavuna. Além dele, outras três pessoas estavam no veículo, mas apenas Daniel foi atingido. Ele e os três amigos voltavam de um pagode quando houve a ação policial seguida de disparos.

Ele era dono de uma loja de produtos eletrônicos na região. Daniel deixou esposa e um filho de 4 anos.

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