PM está 'satisfeita' com organização mesmo após tumulto no pré-Carnaval de São Paulo, diz coronel
Em entrevista ao CBN São Paulo, o coronel e coordenador operacional da Polícia Militar de SP, Carlos Henrique Lucena, afirmou que a organização estava 'satisfeita' com toda a organização do pré-Carnaval para a capital paulista.
A afirmação ocorre um dia após uma confusão em que dois megablocos acabaram entrando na mesma rota. Segundo Lucena, 'como nós não tivemos feridos com gravidade, e a vida de toda essa imensa massa do maior carnaval já registrado, a Polícia Militar fica muito satisfeita de ter mantido a sua missão constitucional de preservação da vida'.
'Não tivemos feridos de gravidade, não teve condução de ninguém com algum tipo de lesão. E, dessas 12 ocorrências, eu destaco que foram um roubo de celular, seis furtos, duas agressões, duas invasões de propriedade, e um detido em flagrante por receptação de celular e tráfico de entorpecentes. Ou seja, foram menos ocorrências do que em comparação com o segundo dia do pré-carnaval do ano passado', comentou.
O coronel ainda comentou que a PM possui um procedimento operacional padrão para todo tipo de risco e ação e que pode sempre mudar.
'Para cada grau de risco, existe um nível de resposta, e o uso da força deve ser proporcional. Isso daí a Polícia Militar não coaduna com desvios de conduta, e nós temos apurações que podem ser deflagradas, caso algum registro desse venha formalmente para a Polícia Militar, mas não é o nosso protocolo ter uso de força de uma maneira que não seja proporcional à ameaça que porventura aconteça contra um policial militar'.
A superlotação na Rua da Consolação para o bloco do DJ Calvin Harris neste domingo causou tumulto, derrubada de grades e um plano de contingência da Prefeitura.
Por volta das 15h, a entrada de pessoas no circuito foi bloqueada. Neste horário, os dois maiores blocos da cidade se concentravam no mesmo circuito: o do DJ Calvin Harris fazia a dispersão, enquanto, do outro lado, o Acadêmicos do Baixo Augusta se preparava para desfilar, sob o comando do cantor Péricles.
A Polícia Militar não divulgou uma estimativa de público. Mas os organizadores projetavam um público de um milhão e meio de pessoas.
O público começou a derrubar por conta própria as grades que formavam uma área de contenção. E pessoas subiram nos banheiros químicos por falta de espaço.
A analista comercial Rafaela França Tiburtino disse que não conseguiu ver nada da apresentação do DJ Calvin Harris por causa da superlotação:
“Não teve como ver nada, a não ser muita gente e um empurra-empurra terrível. Rezando pra ficar viva mesmo. Fiquei com medo de ser pisoteada em alguns momentos. Fiquei mais preocupada com algumas pessoas que desmaiaram durante o bloco. Vi três pessoas desmaiadas de cair no chão mesmo.”
A Prefeitura disse que acionou um plano de contingência por causa da superlotação, com a liberação de vias de acesso como áreas de espace e a retirada de gradis.
Além do bloqueio da entrada de pessoas no circuito da Consolação, a Guarda Civil Metropolitana assumiu a frente da linha de condução do trio elétrico para que ele seguisse sem parada.
