PM é preso após agredir companheira, também policial, e outros agentes após abordagem em Vitória (ES)

 

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Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) identificado como Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, foi preso após agredir a mulher no estacionamento de um supermercado, em Vitória (ES), na noite deste sábado. Vídeos que circulam nas redes sociais também mostram o momento em que Araújo agride outros policiais durante a abordagem, visivelmente alterado. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio militar, localizado no Quartel do Comando-Geral da PMES.

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Araújo foi autuado no âmbito da Lei Maria da Penha, por lesão corporal, injúria e ameaça. A vítima envolvida — também policial militar — solicitou medida protetiva de afastamento cautelar, segundo a polícia. Já por conta da reação à abordagem dos colegas de farda, ele responderá por ameaça, resistência e desacato.

Entenda o caso

Uma viatura que fazia o patrulhamento no bairro Jardim Camburi, onde o crime ocorreu, foi acionada para verificar uma briga generalizada no estacionamento do supermercado. No local, os policiais encontraram o casal, com Araújo "extremamente alterado".

Ao receber ordem para parar com as agressões, ele empurrou os policiais para tentar continuar batendo na companheira. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver Araújo tirando a companheira do carro à força, puxando ela pelas pernas, além de jogá-la no chão e agredi-la com tapas na cabeça.

Segundo a PMES, foi necessário usar bastão e spray de pimenta para conter a agressão. Nas gravações, também é possível ver o momento em que Araújo reage à abordagem e agride os policiais — um deles com um soco na cabeça — até ser contido por cerca de sete agentes.

Possibilidade de expulsão

Nas redes socais, neste domingo, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que recebeu as imagens das agressões com "profunda indignação". O gestor declarou ter determinado investigações "para que haja apuração com profundo rigor e a adoção de todas as medidas cabíveis".

"Condeno de forma veemente toda e qualquer violência contra a mulher. É crime, é covardia e não será tolerada", completou Casagrande.

A Polícia Militar informou que a Corregedoria irá instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM), e o caso "será encaminhado ao Ministério Público Militar e à Auditoria de Justiça Militar, órgãos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização das medidas legais cabíveis".

"Os possíveis enquadramentos no Código Penal Militar serão avaliados no curso das investigações. Havendo comprovação de irregularidades, o policial poderá sofrer as sanções administrativas e penais previstas em lei, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação, conforme o resultado das apurações", informou a corporação.