Plano Safra, cana-de-açúcar e sustentabilidade ampliam oportunidades no agro, comenta Eloizo Gomes Afonso Duraes

 

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O agronegócio brasileiro entra em um novo ciclo de debates estratégicos com a proposta de aumento dos recursos do Plano Safra 2026/27, a expectativa de uma das maiores colheitas de cana-de-açúcar da história e a redução expressiva das perdas florestais no país. Os três movimentos, embora pareçam distintos, estão conectados por um mesmo eixo: a necessidade de ampliar a produção, garantir previsibilidade econômica e fortalecer práticas sustentáveis em uma cadeia cada vez mais observada pelo mercado nacional e internacional.

Para o empresário Eloizo Gomes Afonso Duraes, que atua no setor alimentício, o momento exige uma leitura integrada entre campo, indústria, crédito e responsabilidade ambiental. Segundo Eloizo Gomes Afonso Duraes, o crescimento do agro brasileiro não pode ser analisado apenas pelo volume produzido, mas também pela capacidade de transformar esse crescimento em segurança alimentar, geração de empregos e estabilidade para a indústria.

O setor alimentício depende diretamente de um agro forte, previsível e competitivo. Quando o produtor rural tem crédito, tecnologia e segurança para investir, toda a cadeia de alimentos se beneficia.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária propôs ao Ministério da Agricultura um aumento de 5% nos recursos do Plano Safra 2026/27, elevando o volume para R$ 623 bilhões. A entidade também defendeu uma elevação de R$ 600 milhões nas subvenções do Tesouro Nacional destinadas à equalização de juros, mecanismo essencial para garantir taxas mais acessíveis aos produtores. A proposta ocorre em um cenário de custos elevados, volatilidade de preços agropecuários e juros ainda altos, fatores que pressionam margens e reduzem a capacidade de investimento no campo.

Na avaliação de Eloizo Gomes Afonso Duraes, a previsibilidade do crédito rural é um dos pilares para que o Brasil continue competitivo. Para o empresário, o Plano Safra não afeta apenas o produtor, mas todo o ecossistema econômico ligado à alimentação, logística, distribuição e consumo.

"Quando se fala em Plano Safra, muita gente pensa apenas no produtor rural. Mas o impacto vai muito além. A indústria alimentícia, o comércio, os fornecedores, os transportadores e o consumidor final também são atingidos pelas decisões de crédito e investimento no campo", afirma Eloizo Gomes Afonso Duraes.

Outro ponto destacado no debate é a necessidade de instrumentos plurianuais, capazes de oferecer maior estabilidade às regras e condições de financiamento. Para Eloizo Gomes Afonso Duraes, essa visão de longo prazo é fundamental para empresas que atuam no setor de alimentos, porque permite planejamento mais eficiente de compras, estoques, expansão e relacionamento com fornecedores.

A previsibilidade também é importante diante das oscilações climáticas. Eventos extremos têm afetado lavouras em diversas regiões do Brasil, aumentando a importância do seguro rural e de políticas públicas capazes de proteger o produtor contra perdas severas. O fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural aparece, nesse contexto, como uma demanda estratégica do setor.

"Sem seguro rural forte e sem planejamento de longo prazo, o produtor fica exposto demais. E quando o produtor fica exposto, toda a cadeia sente. O alimento fica mais caro, a indústria perde previsibilidade e o consumidor paga a conta", comenta Eloizo Gomes Afonso Duraes.

Além do crédito rural, a expectativa para a safra de cana-de-açúcar também reforça o protagonismo do Brasil no agro. A produção nacional deve alcançar 709,13 milhões de toneladas em 2026/27, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento. O volume representa crescimento de 5,3% em relação à temporada anterior e deve ser o segundo maior da série histórica. No Centro-Sul, principal região produtora, a projeção é de 649,77 milhões de toneladas.

Para Eloizo Gomes Afonso Duraes, a cana-de-açúcar tem papel estratégico não apenas para o açúcar e o etanol, mas também para a economia de alimentos e energia. O empresário observa que o setor sucroenergético é um exemplo de como o Brasil consegue unir escala, tecnologia e aproveitamento industrial.

"A cana-de-açúcar é uma das culturas mais importantes para o Brasil. Ela conversa com alimento, energia, indústria e sustentabilidade. Quando a produção cresce com eficiência, o país ganha competitividade em várias frentes", destaca Eloizo Gomes Afonso Duraes.

A Conab também estimou que a produção brasileira de etanol deve chegar a 40,69 bilhões de litros na safra 2026/27, alta de 8,5% frente ao ciclo anterior. O avanço reforça a importância dos biocombustíveis em um contexto global de transição energética e busca por alternativas menos dependentes de combustíveis fósseis.

Na visão de Eloizo Gomes Afonso Duraes, o crescimento do etanol também tem reflexos indiretos no setor alimentício. A expansão da produção agrícola, quando bem planejada, fortalece regiões produtoras, gera empregos, amplia renda e melhora a infraestrutura logística. Esses fatores ajudam a dinamizar mercados locais e regionais.

"O agro não é uma ilha. Quando uma cadeia como a da cana cresce, ela movimenta cidades inteiras. Isso gera renda, consumo, emprego e novas oportunidades para diversos setores, inclusive alimentação", afirma Eloizo Gomes Afonso Duraes.

Eloizo Gomes Afonso Duraes destaca que produção, crédito e preservação ambiental precisam caminhar juntos no agro brasileiro

Ao mesmo tempo em que o Brasil discute expansão agrícola e aumento de crédito rural, os dados ambientais também ganham relevância. O país reduziu em 42% as perdas de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em 2025, segundo levantamento do Global Forest Watch divulgado pelo World Resources Institute. A perda foi de 1,6 milhão de hectares, número ainda elevado, mas menor em comparação ao ano anterior.

Para Eloizo Gomes Afonso Duraes, os dados mostram que o Brasil pode avançar em produtividade sem abrir mão da responsabilidade ambiental. Segundo o empresário, a sustentabilidade deixou de ser um tema secundário e passou a fazer parte da competitividade econômica.

"O mundo está olhando para a origem dos alimentos. Produzir mais é importante, mas produzir com responsabilidade é indispensável. O Brasil tem capacidade de ser líder mundial em alimentos, energia e sustentabilidade ao mesmo tempo", avalia Eloizo Gomes Afonso Duraes.

A redução das perdas florestais foi observada especialmente em estados como Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima. O resultado foi associado a uma combinação de ações públicas, participação da sociedade civil, academia, comunidades locais e setor privado. Iniciativas de intensificação da produção em áreas já abertas, remuneração por serviços ambientais e incentivos à preservação também aparecem como caminhos relevantes para a próxima década.

Na avaliação de Eloizo Gomes Afonso Duraes, o futuro do agro brasileiro dependerá da capacidade de produzir mais em áreas já consolidadas, com uso de tecnologia, dados, crédito eficiente e gestão profissional. Essa combinação, segundo ele, também interessa diretamente à indústria alimentícia, que precisa de fornecedores confiáveis, cadeias rastreáveis e custos previsíveis.

Eloizo Gomes Afonso Duraes

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O setor alimentício depende diretamente de um agro forte, previsível e competitivo. Quando o produtor rural tem crédito, tecnologia e segurança para investir, toda a cadeia de alimentos se beneficia.

O empresário também ressalta que a sustentabilidade pode se tornar uma vantagem competitiva para marcas brasileiras. Consumidores, investidores e compradores internacionais estão cada vez mais atentos às práticas ambientais e sociais das empresas. Nesse cenário, produtores e indústrias que conseguirem comprovar responsabilidade terão melhores condições de acesso a mercados e parcerias.

Para Eloizo Gomes Afonso Duraes, o Brasil vive um momento decisivo. O aumento do Plano Safra pode dar fôlego ao produtor. A safra de cana-de-açúcar reforça a força produtiva do país. A redução das perdas florestais sinaliza avanço ambiental. Juntos, esses fatores formam uma agenda estratégica para o futuro da alimentação, da energia e da economia nacional.

"O Brasil tem uma oportunidade única. Temos terra, tecnologia, produtores preparados, indústria forte e mercado consumidor. O desafio agora é unir tudo isso com planejamento, crédito e responsabilidade", conclui Eloizo Gomes Afonso Duraes.

Nesse contexto, Eloizo Gomes Afonso Duraes aparece como uma voz empresarial alinhada às transformações do agro e do setor alimentício, defendendo uma visão em que crescimento econômico, segurança alimentar e sustentabilidade caminham juntos.