A primeira imagem do Náutico sob o comando do técnico Bruno Pivetti nos Aflitos foi empolgante, com uma vitória por 3x1 diante do Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Já a segunda foi preocupante, com uma derrota por 2x0 para o Novorizontino. Na avaliação do treinador, a desatenção do time no início da partida cobrou um preço caro
“O jogo de hoje foi abaixo do que demonstramos contra Fortaleza e Sport. Fizemos uma opção de manter a espinha dorsal da equipe. Entramos desatentos, tomamos um gol no início. Passei aos jogadores que o Novorizontino tinha um bom aproveitamento no início das partidas, mas estávamos desatentos e tomamos os gols. Criamos pouco também no primeiro tempo, chegando pouco no gol do adversário, mas sem contundência”, avaliou o treinador.
Pivetti também rechaçou a ideia de que a queda de rendimento tenha relação com o fato de os atletas estarem com salários atrasados no clube. Os jogadores, aliás, estão sem conceder entrevista coletiva e também não concentraram para o duelo diante do clube paulista.
“O Náutico não é o único clube do Brasil que passa por dificuldades financeiras. Vejo a diretoria correndo atrás para achar recursos e quitar. Entendemos também o lado dos jogadores. Muitos quando vieram para o Náutico já tinham salários atrasados de clube anteriores. A situação gera instabilidade, mas não tenho o que reclamar de treinamentos”, declarou, reforçando que o Timbu pode se recuperar na rodada seguinte, contra o Vila Nova, também nos Aflitos.
“Confio nos jogadores, na qualidade, no talento deles. Esse grupo demonstrou que pode ter um espírito forte. São profissionais. Essa remobilização é normal quando vem o resultado adverso. Precisamos, até mentalmente, demonstrar o que precisamos corrigir para ter um nível competitivo maior no domingo. Queremos tirar a imagem dessa última partida”, pontuou.
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Folha de Pernambuco