Apesar de avanços nos últimos 20 anos, o Brasil ainda segue bem distante da média dos países desenvolvidos no Pisa, exame internacional que mede as habilidades dos estudantes em Leitura, Matemática e Ciências. Em 2025, os estudantes brasileiros alcançaram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências.
Na média da OCDE, grupo dos países mais desenvolvidos, os resultados foram de 466 pontos em leitura, 469 em matemática e 486 em ciências. A diferença é de 92 pontos em matemática, 77 pontos em Ciências e 58 em Leitura. Apesar do Brasil continuar atrás, houve evolução em relação a 2006. Em leitura, a pontuação passou de 393 para 408 pontos, um aumento de 15 pontos. Em matemática, subiu de 370 para 377, avanço de sete pontos. Já em ciências, o crescimento foi de 390 para 409 pontos, alta de 18 pontos. O país aparece em sétimo lugar entre os maiores ganhos em leitura, também em sétimo em matemática e em oitavo em ciências. O Pisa avaliou estudantes de 15 anos em séries que ficam entre a conclusão do ensino fundamental II e o início do ensino médio. A amostra brasileira reuniu mais de 30 mil estudantes, mais de 70% deles de escolas públicas estaduais. Para Sonia Dias, gerente de Desenvolvimento e Soluções do Itaú Social, o país precisa ainda de um esforço de aprendizagem para alcançar a média dos países da OCDE. O estudo também apresenta mudanças no ambiente escolar brasileiro. Em 2025, 81% dos estudantes estavam em escolas com algum tipo de restrição ao uso de celulares, contra 37% em 2022. O percentual brasileiro ficou acima da média da OCDE, de 49%.
Apesar das dificuldades acadêmicas, os estudantes brasileiros demonstram uma percepção relativamente positiva sobre a escola. Apenas 16% disseram considerar a escola uma perda de tempo, percentual inferior aos 24% registrados na média da OCDE. O levantamento também aponta que os estudantes que valorizam a educação e não veem a escola como perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em Ciências.
CBN