Pinterest vai cortar 'menos de 15%' do quadro de funcionários em meio à aposta em IA

 

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A Pinterest anunciou que planeja cortar “menos de 15%” de sua força de trabalho e reduzir o espaço de escritórios à medida que direciona recursos para investimentos em inteligência artificial.

A plataforma de busca e descoberta prevê encargos relacionados antes de impostos entre US$ 35 milhões e US$ 45 milhões, de acordo com um documento apresentado à Securities Exchange Comission (Sec) - equivalente à CVM no Brasil.

A pinterest esperar concluir o plano de reestruturação perto do final do terceiro trimestre, que se encerra em 30 de setembro de 2026. A empresa tinha 5.205 funcionários em 30 de setembro, segundo um registro regulatório anterior, o que sugere que a rodada mais recente de cortes afetou menos de 780 trabalhadores.

A companhia sediada em São Francisco pretende realocar recursos para “funções e equipes focadas em IA que impulsionem a adoção e a execução da inteligência artificial” e planeja priorizar produtos baseados em IA, segundo o documento.

As ações da Pinterest caíram até 10% em Nova York nesta terça-feira.

A Pinterest é a mais recente empresa de tecnologia a reorientar seus negócios para tentar capitalizar a sobre o avanço dos produtos de IA. No início do mês, a Meta, controladora do Instagram, também iniciou cortes de empregos em sua divisão Reality Labs, transferindo recursos de produtos de realidade virtual para dispositivos vestíveis com IA.

A inteligência artificial tornou-se um foco central das plataformas de tecnologia, que estão gastando pesado para construir data centers e outras infraestruturas de IA a fim de dar suporte a novas ferramentas e serviços baseados em IA.

A movimentação da Pinterest “provavelmente sugere investimentos mais agressivos na construção de suas capacidades de IA, o que deve pressionar a margem bruta”, escreveram os analistas da Bloomberg Intelligence Mandeep Singh e Robert Biggar em nota divulgada nesta terça-feira.

Por outro lado, os gastos com IA da empresa podem ajudar a melhorar os preços de publicidade, área em que atualmente ela fica atrás de concorrentes maiores, como a Meta, em anúncios de resposta direta, acrescentaram.

O analista Scott Devitt, da Wedbush, afirmou que os cortes de empregos anunciados são “consistentes com nossa tese de que a Pinterest enfrentará ameaças crescentes decorrentes da adoção, pelos consumidores, de plataformas concorrentes habilitadas por IA e de ferramentas de comércio agentivo" - comércio eletrônico em que inteligências artificiais (IA) agem como agentes autônomos em nome do consumidor ou da empresa, tomando decisões de compra ou venda com pouca ou nenhuma supervisão humana direta.

“Embora possa ser cedo demais para avaliar se essas medidas trarão algum alívio aos investidores, nossa inclinação para revisões futuras de estimativas é para baixo”, acrescentou.

A Pinterest deve divulgar os resultados do quarto trimestre em 12 de fevereiro.