Philippine Leroy-Beaulieu vibra com indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026: 'Fiquei muito feliz!'

 

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Philippine Leroy-Beaulieu, atriz franco-italiana de 62 anos, tornou-se um ícone da maturidade sem amarras graças ao papel de Sylvie Grateau em "Emily em Paris". A executiva durona do mundo da moda, com um esnobismo calculado que desafia a protagonista vivida por Lily Collins, transformou a atriz em símbolo de uma mulher que se permite viver fora das convenções.

Confira: Philippine Leroy-Beaulieu estreia no cinema brasileiro como mãe de Amyr Klink

Embora Sylvie viva um casamento aberto, namore homens mais jovens e não tenha filhos, Leroy-Beaulieu, conhecida por seu estilo de vida aventureiro e independente, segue escrevendo sua própria história, marcada por liberdade, viagens e escolhas pouco convencionais. "Só temos uma vida. Gosto mais de experiências do que de objetos, não gasto dinheiro com coisas e, sim, com pessoas e viagens", diz à revista ELA.

Essa originalidade, talvez, venha da mistura de influências que moldaram sua trajetória. Nascida em Boulogne-Billancourt, na França, Philippine se mudou para Roma ainda bebê. Filha do ator Philippe Leroy-Beaulieu e de Françoise Laurent, decoradora de interiores que também trabalhou como compradora da Dior, cresceu em um ambiente em que arte e moda se entrelaçavam.

De volta a Paris na adolescência, formou-se em Literatura na Sorbonne antes de abraçar a atuação, seguindo os passos do pai. O reconhecimento veio cedo: em 1985, foi indicada ao César por "Três homens e um bebê", filme que se tornou um clássico. Na mesma época, visitou o Brasil pela primeira vez durante o Festival do Rio, iniciando uma relação afetiva com o país. Em 1991, voltou com a filha de colo para uma road trip que incluiu Ubatuba (SP) e Canoa Quebrada (CE). "Amo o Brasil", declara em português fluente.

Hoje, Philippine estreia no cinema brasileiro com "100 dias", de Carlos Saldanha, previsto para o segundo semestre. No filme, interpreta Asa, mãe do navegador Amyr Klink, numa experiência que considera marcante.

"Adorei interpretar uma personagem tão diferente. E o Carlos Saldanha é uma pessoa deliciosa. Também contei com os melhores colegas de trabalho, os atores Filipe Bragança e João Vitor Silva. Adorei fazer parte dessa história: gosto de pessoas que desafiam a própria coragem, que tentam fazer algo maior do que si, como Amyr", afirma. Mesmo sem se conhecer pessoalmente, criou conexão com Tamara Klink, filha do navegador: "Ela é muito fofa. Trocamos mensagens pelo Instagram."

Atenta ao cinema brasileiro, Philippine celebrou a conquista recente de Wagner Moura e do filme "O Agente Secreto" no Globo de Ouro. Ele já venceu Cannes e recebeu o prêmio de Melhor Ator no Globo de Ouro, além de ser um dos quatro indicados do filme de Kleber Mendonça Filho ao Oscar 2026. "Fiquei muito feliz! Adoro o Wagner Moura", entrega a atriz.