PF prende foragido suspeito de integrar núcleo financeiro do 'Careca do INSS'
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira um alvo que estava foragido após a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias no INSS. Alexandre Moreira da Silva é suspeito de integrar o núcleo financeiro da organização criminosa comandada por Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Caso Master: ACM Neto diz em vídeo que está à disposição para esclarecer contrato milionário com Master e Reag
Audiência com ministro: presidente da CPI do INSS se reúne com Mendonça e tenta conter esvaziamento do colegiado
A PF informou que ele era um dos últimos foragidos da operação. "O investigado foi encaminhado à unidade da PF para os procedimentos de praxe e permanecerá à disposição da Justiça", diz nota da corporação. A prisão foi realizada em São Paulo.
De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, o alvo era um "parceiro de negócios" do careca do INSS, "reiteradamente acionado para coordenar, executar e intermediar operações destinadas à dissimulação da propriedade e da origem de bens pertencentes ao líder do grupo".
Descontos indevidos
O suposto esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do INSS em abril do ano passado.
Quem é o Careca do INSS
A PF aponta que Antunes era “sócio de uma miríade de empresas” que recebiam recursos de diversas associações e depois os utilizava para pagar propina a servidores do INSS. Segundo as investigações, ele movimentou cerca de R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e empresas relacionadas às associações, que foram alvos da Operação Sem Desconto.
As apurações identificaram 22 empresas listadas no nome de Antunes, nos ramos de consultoria, call center, incorporação, comércio varejista e atacadista e locação de veículos. Parte dessas empresas era usada nas relações com entidades que recebiam os valores descontados das aposentadorias, de acordo com a PF.
