PF investiga uso de disfarce de entregador de aplicativo por criminosos do CV em roubos de carga no Rio
A Polícia Federal investiga se criminosos suspeitos de roubar cargas dos Correios na Zona Norte do Rio se disfarçavam de entregadores de aplicativos para monitorar entregas e identificar possíveis alvos antes dos ataques. Segundo o delegado Felipe Monte, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (DELEPAT), a suspeita surgiu após agentes apreenderem uma mochila de entregas de aplicativos, balaclavas, celulares, uma dezena de cartões de crédito e uma motocicleta durante a Operação Rota Final, deflagrada nesta terça-feira pela PF e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio (FICCO/RJ).
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Em entrevista ao GLOBO, o delegado responsável pela investigação contou que o caso teve início após uma tentativa de assalto a um veículo dos Correios equipado com câmeras. A partir da análise das imagens e do uso de ferramentas de reconhecimento, os policiais conseguiram identificar dois suspeitos ligados ao grupo.
— Acreditamos que eles sejam responsáveis por uma parcela significativa dos roubos praticados nos arredores do Faz Quem Quer, Cajueiro e Morro do Terço, todas na Zona Norte. As investigações indicam que o grupo atua desde o fim de 2025, não apenas em roubos de cargas, mas também em assaltos a veículos e pedestres — afirmou o delegado Felipe Monte ao GLOBO, de acordo com informações repassadas pelo 9°BPM (Rocha Miranda), que também participou da ação.
A motocicleta apreendida durante a ação, uma Yamaha de 250 cilindradas, teria sido adquirida em setembro do ano passado, disse a polícia. Agora, os investigadores apuram se o veículo era utilizado pelos suspeitos para acompanhar rotas de entrega e facilitar os roubos.
A ação de hoje cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra investigados ligados ao Comando Vermelho (CV) na comunidade Faz Quem Quer. Ninguém foi preso.
De acordo com os investigadores, um dos suspeitos teria fugido pouco antes da chegada dos policiais. Todo o material apreendido será analisado para tentar identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o mapeamento da atuação do grupo na região.
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