PF investiga desvio milionário no Conselho Federal de Biomedicina
A PolÃcia Federal do Distrito Federal investiga um desvio milionário no Conselho Federal de Biomedicina. Nesta quinta-feira (12), foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Desse total, oito foram cumpridos no DF.
A Justiça determinou bloqueio e sequestro de bens que juntos somam mais de R$ 40 milhões, pertencentes a pessoas fÃsicas e jurÃdicas investigadas, em razão da apuração da PF batizada de Operação Risco Biológico.
A investigação teve inÃcio em 2024, após denúncias que apontaram irregularidades em contratações feitas pelo Conselho, incluindo procedimentos sem respaldo legal, fraudes em licitações, e admissões de pessoas sem concurso público. As apurações indicaram a existência de um esquema para o desvio de recursos por meio dos contratos irregulares, principalmente envolvendo escritórios de advocacia. Alguns dos contratos teriam sido pagos sem a efetiva execução dos serviços e, em outros, o valor foi repassado primeiro e só depois o documento foi assinado.
Segundo uma nota do Conselho Federal de Biomedicina, a operação desta quinta não tem relação com a atual direção e seus membros, que assumiram a gestão do conselho em outubro de 2024. A nota diz que a atual diretoria forneceu documentos internos solicitados e prestou os esclarecimentos necessários. Ainda segundo o presidente da entidade, Edgar Garcez Junior, todos os funcionários contratados em cargos que eram para concursados foram desligados.
"Principalmente advogados foram contratados na gestão anterior sem concurso público e sem nenhum documento tácito referendo a essa contratação. Ao tomar posse, o cuidado que nós tivemos foi demitir todos esses colaboradores com processos internos administrativos dando razão à demissão. Hoje, os colaboradores do Conselho Federal são contratados por concurso público. As vagas que ainda tem fúmula do Supremo Tribunal Federal e permitem a contratação por notórios saber, assim foram feitas", explica.
Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta, dois investigados foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Eles podem responder por crimes de organização criminosa, de peculato, de fraude à licitação e de lavagem de dinheiro.
