PF faz busca e apreensão em imóveis do Jardim Botânico por desmatamento em obras irregulares
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, dois mandados de busca e apreensão em imóveis no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, com o objetivo de impedir o desmatamento ilegal de vegetação nativa em consequência da expansão de imóveis localizados em área pertencente ao Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). A ação integra a Operação Corte Raso.
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Segundo a corporação, as investigações tiveram início a partir de uma denúncia apresentada pelo JBRJ, que apontava obras irregulares em imóveis situados na Rua João Evangelista da Rosa, localizada dentro do perímetro da instituição.
Polícia Federal cumpre dois mandados de busca e apreensão no Jardim Botânico
Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DMA) foram até o local e constataram irregularidades graves e reiteradas envolvendo o corte indevido de árvores nativas da Mata Atlântica e a expansão de imóveis em uma área considerada “não edificável”. Em vídeos divulgados pela PF é possível ver troncos de árvore no chão e ferramentas usadas para desmatar a região.
A corporação afirma que os responsáveis, mesmo após notificação sobre as irregularidades, mantiveram as práticas ilícitas e adotaram “postura hostil” em relação aos servidores do JBRJ.
Os investigados poderão responder por crimes ambientais relacionados à destruição de vegetação nativa da Mata Atlântica, corte de árvores em área de preservação permanente, dano à unidade de conservação, construção em solo não edificável, invasão de terras da União e desobediência. As penas somadas podem chegar a 19 anos de reclusão, além de multa.
A operação contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).
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