PF é alvo de ataques 'vis e covardes' e corporação age 'sem direcionamento', diz Andrei

 

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que a corporação passou a ser "alvo de ataques vis e covardes" e que na sua gestão "jamais houve direcionamento de investigação".

— Tenho total tranquilidade de afirmar, sem rodeios, que, em nossa gestão, jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação, tampouco favorecimento ou detrimento de qualquer servidor em razão de matizes ideológicas ou políticas. Temos repetir mais uma vez o mantra: a Polícia Federal não protege e nem persegue. Aqui a gente trabalha com isenção — discursou Andrei durante evento de comemoração dos 82 anos da PF, ocorrido na sede do órgão, em Brasília.

— Somos muitas vezes acusados por fazer nosso trabalho, e outras também de ter feito o que não fizemos. Mas vejam: a quem interessa uma Polícia Federal forte? Certamente não a quem compactua com o crime — disse o diretor-geral da PF, que completou:

As declarações de Andrei em defesa da instituição ocorrem em um momento em que a PF avança nos inquéritos sobre as fraudes no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No primeiro inquérito, as apurações indicaram uma suposta relação comercial entre o banqueiro Daniel Borcar e o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, além de gerar críticas de ministros do Supremo. No segundo caso, houve a quebra de sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

— Estamos em nossas lotações e funções determinados a atuar com excelência, no combate ao crime organizado e na defesa da democracia. É exatamente isso que acaba nos tornando alvos de ataques de toda sorte, alguns covardes e vis, diretamente a valorosos colegas que estão à frente de importantes investigações, além de tentativas de enfraquecimento e perdas de atribuições — complementou.

Andrei aproveitou a sua fala para elogiar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o chefe do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, e o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho. Os três órgãos também viraram alvo de críticas por sua atuação nas investigações dos casos Master e INSS.