PF deflagra operação contra criminosos que divulgam vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres sedadas
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação contra uma rede internacional que dissemina vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação. A ação cumpre três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
Cão Orelha: Alvo de apuração do MP, delegado-geral de SC nega abuso de autoridade e cita 'motivações escusas'
Vivi pra contar: 'A verdade começa, enfim, a prevalecer', diz pai que luta há dez anos por justiça para aluna morta
Batizada de Operação Somnus, as investigações tiveram início no ano passado. A PF recebeu informações oriundas de uma cooperação policial internacional que envolve mais de 20 países, por meio da Europol, e investiga a participação de sete brasileiros na prática criminosa.
Segundo a polícia, as condutas investigadas configuram delitos contra a dignidade sexual, e podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro e estupro de vulnerável.
Trocas de mensagens obtidas pela investigação revelaram que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas antes das práticas sexuais. Para a polícia, o conteúdo demonstra "conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias". Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, aparelhos celulares, computadores.
Ainda conforme a PF, os suspeitos brasileiros também podem ser enquadrados na Lei nº 13.642/2018, voltada para crimes praticados por meio da internet que envolvam a propagação de conteúdo misógino. A disseminação dos vídeos, nesse sentido, indica a "manifestação de ódio, repulsa e objetificação da mulher".
