Operação da PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, além de outros 71 em outros seis estados brasileiros Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação IFRIT em Santa Catarina e mais seis estados brasileiros para combater uma organização criminosa ultraviolenta associada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense), nesta quarta-feira (4). A ação, em conjunto com a Receita Federal, cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, além de medidas contra agentes públicos.
As medidas judiciais estão sendo cumpridas em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Mato Grosso do Sul, em Goiás e em Rondônia. Em Santa Catarina, os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Florianópolis e São José, na Grande Florianópolis.
A investigação aponta que uma organização criminosa transnacional, liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, estaria atuando com participação de agentes públicos das forças de segurança. De acordo com a Polícia Federal, policiais civis e militares do Mato Grosso do Sul foram afastados das funções públicas, além de um policial rodoviário federal.
Esse grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. O grupo também é alvo de investigações de crimes violentos, como: sequestros, torturas, atentados e homicídios.
As diligências apuram que a organização utilizava armamento pesado, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle de território e intimidar rivais. Em Santa Catarina, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São José e FlorianópolisVídeo: Polícia Federal/Reprodução/ND Mais
Ainda segundo a PF, a atuação principal da organização era na região de fronteira entre Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. As drogas e armas, segundo as investigações, eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinados à Europa, especialmente na Espanha e em Portugal.
Rubens Felipe atua no jornalismo desde 2022 e é editor e repórter no Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, onde orienta a equipe quanto a reportagens e acompanha de perto a produção de conteúdos com foco no estado e na Grande Florianópolis. Formado pela Universidade Cruzeiro do Sul, tem experiência em assessoria de imprensa no setor público, produção e edição de conteúdo em portal de notícias.
Também escreve notícias que envolvem segurança, tempo, cotidiano e turismo, trazendo um olhar aprofundado sobre o cenário catarinense. Participou das coberturas da gestão de crise durante a catástrofe climática na Grande Florianópolis em 2022.
Atuou na comunicação institucional nas Eleições 2022 e trabalhou como produtor de conteúdo na cobertura eleitoral de 2024. Leia mais ▾
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