A Polícia Federal (PF) trabalha para concluir os dois primeiros inquéritos oriundos da Operação Compliance Zero, que miram nas supostas irregularidades praticadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
São eles: o desdobramento que apura um suposto pagamento de propina de Vorcaro a ex-diretores do Banco Central e o que investiga a atuação da chamada "A Turma" na intimidação de desafetos do banqueiro.
Segundo a PF, essas duas investigações devem ser finalizadas até novembro.
E seriam as primeiras a trazer o indiciamento do dono do Banco, seu pai e cunhado.
"Ambas as investigações se encontram em estágio avançado, pendentes apenas a conclusão das análises bancárias e o exame do material apreendido.
As oitivas relacionadas aos fatos já foram iniciadas, com previsão de conclusão nos próximos 60 dias", diz trecho de relatório da PF, assinado no dia 27 de agosto.
Esse documento é o mesmo que revela uma série de mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no auge da crise do Master.
Segundo os investigadores, os diálogos, inclusive, têm "conexão" com os dois inquéritos, mas tratam de objetos "distintos".
A investigação que envolve os funcionários do BC já entrou na etapa final, que envolve a oitiva dos alvos antes da finalização do relatório.
Vorcaro falou à PF na última sexta-feira por meio de videoconferência.
Em um depoimento de quase 4 horas, ele negou que tivesse pagado vantagens indevidas a dois ex-diretores do Banco Central.
Segundo as investigações, os servidores públicos atuaram como "consultores" e "empregados" do banqueiro, orientando-o como ele deveria proceder a questionamentos feitos pela instituição financeira.
Após a entrega do relatório final, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se oferece denúncia ou arquiva o processo.
O relator dos dois casos é o ministro do STF André Mendonça.
