Pets ansiosos e destrutivos? Veja os hábitos que podem estar prejudicando o comportamento deles
Com o crescimento do mercado pet e a humanização dos bichos de estimação, os problemas de comportamento têm chamado cada vez mais atenção. Ansiedade, destruição de objetos, latidos excessivos e dificuldade de socialização estão entre as principais queixas e não escolhem perfil de tutor.
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À frente do Grupo Comportpet, o especialista Cleber Santos acompanha de perto os desafios enfrentados por tutores de diferentes perfis, incluindo pessoas com grande visibilidade pública, lidando com questões comportamentais comuns em animais de companhia.
"Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilÃbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda", explica Cleber.
Com base na experiência com diferentes perfis de famÃlias e animais, ele lista os erros mais comuns que impactam diretamente o comportamento dos bichos:
1. Falta de rotina estruturada
Sem horários definidos para alimentação, passeios e descanso, o animal pode se sentir inseguro.
"Previsibilidade é segurança. Quando o bichinho não entende o que vai acontecer ao longo do dia, ele entra em estado de alerta e isso se transforma em ansiedade e comportamentos indesejados", afirma o especialista.
2. Excesso de humanização sem limites claros
Tratar o animal como humano, ignorando suas necessidades naturais, gera confusão.
"O carinho é essencial, mas precisa existir dentro de uma comunicação clara. Sem limites, ele não entende o que se espera e passa a agir por tentativa e erro", observa.
3. Falta de estÃmulo fÃsico e mental
A energia acumulada é uma das maiores causas de comportamentos destrutivos.
"Muitos cães não gastam energia suficiente. O resultado aparece em móveis destruÃdos, latidos excessivos ou agitação constante. O problema, muitas vezes, não é o comportamento e sim a rotina", reforça Cleber.
4. Socialização inadequada ou inexistente
Sem contato com outros animais e pessoas, o medo e a insegurança podem surgir.
"O bichinho precisa aprender a lidar com o mundo. Socialização bem feita reduz a ansiedade e melhora a qualidade de vida em todos os ambientes", destaca.
5. Comunicação inconsistente dentro de casa
Quando cada membro da famÃlia age de forma diferente, fica difÃcil para o animal entender regras.
"O cachorro aprende por repetição e clareza. Se cada pessoa estabelece uma regra diferente, ele simplesmente não consegue evoluir", pontua.
Para Cleber, a rotina intensa de muitos tutores, especialmente influenciadores e artistas, mostra ainda mais a importância de um ambiente estruturado e do acompanhamento profissional.
"Hoje, o comportamento precisa ser tratado como saúde. Um animal equilibrado emocionalmente vive melhor, adoece menos e se relaciona de forma mais saudável com a famÃlia", acrescenta.
Ele também enfatiza aque o acesso à informação tem mudado o perfil dos tutores, que estão cada vez mais atentos ao bem-estar de seus companheiros.
"O maior erro ainda é esperar o problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possÃvel prevenir a maioria dos comportamentos indesejados e construir uma convivência muito mais leve", finaliza.
