Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (5), em movimento de correção depois de três pregões consecutivos de queda e de um recuo de 8% na sessão anterior. O mercado seguiu atento aos desdobramentos da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e à ausência de avanço claro nas negociações entre Washington e Teerã.
Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para janeiro encerrou o dia com alta de 2,72%, equivalente a US$ 2,40, a US$ 90,52 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para dezembro avançou 3,88%, ou US$ 3,67, e fechou a US$ 98,29 por barril.
Mesmo com a recuperação desta quinta, os preços seguem próximos do menor nível em dois meses. Parte do mercado avaliou que a vitória dos democratas nas eleições legislativas nos Estados Unidos pode acelerar esforços para encerrar a guerra no Irã.
Para analistas do ING, porém, o quadro ainda é “altamente incerto”. O banco holandês afirmou que o grau e a velocidade da desvalorização recente do petróleo parecem ter sido “exagerados”.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! No Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, em inglês) informou que dois petroleiros pegaram fogo e tiveram os trajetos interrompidos no Estreito de Ormuz durante a madrugada.
Um rebocador classificado como “intruso” também incendiou durante uma tentativa de socorro. Na avaliação da BOK Financial, a liquidação observada na quarta-feira (4) provavelmente foi excessiva.
A instituição apontou que, com um Congresso controlado pelos democratas, o financiamento dos Estados Unidos para a guerra pode ser desafiado. Também avaliou que, com mais barris de petróleo fluindo do Oriente Médio, o Irã pode perder parte de seu poder de barganha enquanto os contratos futuros buscam um novo equilíbrio de preços.
Ao fim do pregão, o mercado de petróleo terminou em alta, com recuperação parcial das perdas recentes e manutenção da atenção dos investidores sobre o cenário político nos Estados Unidos e os eventos no Oriente Médio. Fonte: Estadão Conteúdo
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