Petróleo: risco é que alta temporária se torne estrutural com escalada de ataques a áreas de produção

 

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O preço do barril — que saltou nesta segunda-feira após o alastramento do conflito pelo Oriente Médio — já rondou os US$ 75 e US$ 80 outras vezes no último ano, nunca por uma dinâmica endógena do mercado, ou seja, por aumento da demanda ou redução da oferta. Levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) para o blog mostra que os picos de preço estão ora relacionados ao tarifaço de Donald Trump, ora às sanções americanas às petrolíferas russas, ora à escalada de conflitos dos EUA com China e Venezuela e ao ataque de 12 dias dos EUA e Israel ao Irã em junho. Superados os atritos, o petróleo volta ao que parece ser seu patamar natural de mercado no momento, entre US$ 60 e US$ 70, chama atenção Pedro Rodrigues, sócio do CBIE Advisory. Isso significa, na prática, que — passada essa crise — a tendência é que o valor do barril volte a essa faixa de preço. Se a guerra se prolongar, no entanto, pode-se ter uma questão estrutural, a depender do andamento do conflito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.