Petróleo inicia negociações em alta após Trump rejeitar proposta do Irã para fim do conflito

 

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O petróleo iniciou as negociações neste domingo em alta depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a mais recente resposta do Irã à sua proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, prolongando o fechamento efetivo do crucial Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent (referência internacional) avançou até 3,5%, para US$ 104,80 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu para perto de US$ 99.

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Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a resposta foi “TOTALMENTE INACEITÁVEL”, enquanto os dois lados lutam para manter um frágil cessar-fogo após uma série de novos episódios de hostilidade.

O quase fechamento do Estreito de Ormuz desde o início da guerra, no fim de fevereiro, sufocou o fornecimento de petróleo bruto, gás natural e combustíveis para consumidores globais, elevando os preços da energia e aumentando os temores inflacionários. A Agência Internacional de Energia afirma que o conflito está provocando o maior choque de oferta da história.

Teerã ofereceu transferir parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmontar suas instalações nucleares, informou o jornal americano Wall Street Journal. O Irã contestou a reportagem, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim.

Um ataque com drone neste domingo, que incendiou brevemente um navio cargueiro próximo ao Catar, no Golfo Pérsico, marcou o mais recente ataque a embarcações na região desde o início do cessar-fogo, no começo de abril. Emirados Árabes Unidos e Kuwait também disseram ter interceptado drones hostis.

O mercado só deverá voltar à normalidade em 2027 caso o transporte marítimo por Ormuz permaneça restrito por mais do que algumas semanas, afirmou no domingo Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco. A companhia conseguiu redirecionar parte do fluxo de petróleo por meio do porto de Yanbu, na costa oeste saudita, para compensar a perda de oferta.

Em Wall Street, cresce a convicção de que o tráfego marítimo por Ormuz continuará comprometido durante o segundo semestre deste ano. A maioria dos participantes de uma pesquisa do Goldman Sachs Group espera que os fluxos pela estreita via marítima permaneçam interrompidos para além do fim de junho.

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