Petroleiro ligado à 'frota fantasma' russa deixa porto na França após pagamento de multa
Um petroleiro suspeito de integrar a chamada “frota fantasma” usada pela Rússia para exportar petróleo deixou o porto francês onde estava retido desde março, após o pagamento de uma multa, informaram autoridades nesta quinta-feira.
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O caso ocorre em meio ao monitoramento crescente de embarcações utilizadas por Moscou para contornar as sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, em 2022. Países europeus mantêm esses navios sob vigilância por suspeitas de transporte irregular de petróleo.
O navio “Deyna”, que partiu de Murmansk, no noroeste da Rússia, navegava sob bandeira de Moçambique e estava detido em Marselha. A embarcação foi interceptada pela França, com apoio do Reino Unido, nas proximidades das ilhas Baleares, na Espanha.
Segundo a prefeitura marítima e a promotoria local, o petroleiro foi liberado após seu proprietário se declarar culpado na quarta-feira por “não apresentar provas da nacionalidade do navio” e efetuar o pagamento de uma multa, cujo valor não foi divulgado.
Rota para a Ásia e vigilância europeia
O “Deyna” deixou o porto assim que a ordem de detenção foi suspensa. Nesta quinta-feira, a embarcação já se encontrava a mais de 300 quilômetros ao sul da costa francesa, entre a Sardenha e as ilhas Baleares, com destino à China, de acordo com os portais Vesselfinder e Marinetraffic.
Desde setembro, a França já abordou três embarcações suspeitas de integrar a “frota fantasma” russa, incluindo o “Deyna”. Esses navios costumam alterar frequentemente suas bandeiras ou operar com registros considerados inválidos, estratégia usada para dificultar a identificação e driblar restrições internacionais.
