Petrobras divulga resultado do 1º trimestre nesta segunda-feira. Veja o que esperar

 

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A Petrobras deve registrar um lucro líquido no primeiro trimestre deste ano na faixa dos R$ 29 bilhões, de acordo com a média das previsões dos analistas. As projeções de bancos e corretoras indicam ganhos entre R$ 23 bilhões e R$ 32 bilhões. Se as estimativas se confirmarem, haverá uma queda em relação ao resultado obtido no mesmo período do ano passado, quando o resultado ficou em R$ 35,2 bilhões.

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A estatal divulga nesta segunda-feira seu balanço financeiro após o fechamento do mercado. Para analistas, o resultado deve ser influenciado pelo aumento da produção e pela alta do preço do petróleo no mercado internacional. Por outro lado, a valorização do real deve impactar os ganhos da companhia, especialmente as receitas com exportação de petróleo.

Segundo João Daronco, analista da Suno Research, a estatal deve distribuir dividendos ordinários em torno de US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões, com base na cotação atual), após a prévia operacional indicar produção recorde de 3,225 milhões de barris de petróleo equivalente. Foi uma alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

— O cenário macro também é favorável. A alta do petróleo, sustentada pelo conflito entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, deve se refletir positivamente no preço do trimestre, ainda que parcialmente compensada pela valorização do real. Vale notar que o efeito do preço deve se dividir entre o primeiro e o segundo trimestre, uma vez que o conflito teve início apenas no fim de fevereiro — avalia Daronco.

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De acordo com as petroleiras, a cotação média do Brent subiu de US$ 75,73, no primeiro trimestre do ano passado, para US$ 81,13, no primeiro trimestre deste ano. Desde o início do conflito no Oriente Médio, quando os Estados Unidos iniciaram ataques militares ao Irã, em 28 de fevereiro, a cotação do petróleo subiu para US$ 126 com a escalada dos ataques e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafegam 20% de todo o petróleo do mundo, afetando a indústria global de óleo e gás. Nos últimos dias, o barril chegou a operar pouco acima dos US$ 100.

No primeiro trimestre, a produção da Petrobras foi novamente influenciada pela alta de 17,8% no pré-sal, seguida pela produção do pós-sal profundo e ultraprofundo, com avanço de 10,4%. Segundo a estatal, entraram em operação dez novos poços produtores, sendo sete na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos.

As exportações de petróleo subiram 61,2%, para 888 mil barris por dia, enquanto as vendas de óleo combustível para o exterior avançaram 15,4%, para 187 mil barris por dia, na comparação anual. A China é o maior importador mundial de petróleo transportado por via marítima e aparece como o destino com maior capacidade de absorver volumes adicionais de petróleo médio, segundo a Petrobras. Na sequência aparecem Índia, outros países da Ásia e Europa.

O volume de vendas no mercado interno teve ainda alta de 2,9% no primeiro trimestre frente ao mesmo período de 2025. Os destaques foram a gasolina (+3,8%), o querosene de aviação (+41,9%) e o diesel (+0,7%). A produção de derivados também subiu 6,4%.

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