Petro sugere a Trump adicionar 's' em America no slogan de republicano: 'acho que ele gostou'

 

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a portas fechadas na Casa Branca nessa terça-feira (3). Não se sabe muito do que foi debatido, porém, Petro publicou nas redes sociais alguns presentes que recebeu do republicano.

Entre está o livro de Trump e o boné com o slogan que se tornou tradicional dele: Make America Great Again ('Faça a América Grande de Novo'). Na publicação nas redes sociais, Petro publicou a foto do boné com um s no final de America, aparentemente feito a mão na hora.

Ele escreveu:

'Propus uma mudança na moda para Donald Trump: colocar um "S" em "America". Parece que ele gostou. Américas'

Antes, ele já havia dito que um dos presentes tinha sido o 'boné vermelho de 'Tornar a América Grande', eu coloquei com uma caneta que tinha aí, coloquei 's', tornar as Américas grandes'.

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A conversa foi classificada como uma visita, e não teve toda a pompa que geralmente acompanha reuniões entre líderes de estado, como a guarda de honra que normalmente escolta autoridades estrangeiras. A comitiva colombiana, inclusive, entrou pelo portão Oeste, geralmente utilizado por diplomatas, em vez de usar o Pórtico Norte da Casa Branca, que é o padrão para chefes de estado.

A situação política da Venezuela foi o principal tema do encontro. Outro assunto foi o combate ao narcotráfico. "Nos Estados Unidos, existe uma crença de que os chefes andam de uniforme e fuzil na Colômbia. A primeira linha do narcotráfico não é a que se imagina. A primeira linha do narcotráfico vive em Dubai, em Madrid, em Miami. Os chefes dos chefes, suas capitais estão fora da Colômbia", disse Petro.

A Colômbia é um aliado histórico dos Estados Unidos na América Latina, e tem colaborado para reprimir o fluxo de drogas para o território americano. Nos últimos meses, Trump acusou o presidente colombiano de envolvimento com o tráfico de drogas, sugeriu uma operação militar contra Bogotá e chegou a dizer que uma ofensiva “soa bem”.

Petro reagiu chamando o presidente dos Estados Unidos de “senil” e afirmou que as acusações eram uma retaliação por ele ter se recusado a atender interesses econômicos dos americanos. Petro também criticou a operação contra a Venezuela que capturou Nicolás Maduro. A briga dois dois teve trégua em janeiro, após uma conversa por telefone.

EUA pressionam governo da Venezuela por uma 'transição' um mês após saída de Maduro

Reunião de Delcy Rodríguez e Laura Dogu, Encarregada de Negócios dos EUA.

Divulgação/Ministério das Relações Exteriores da Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu nessa segunda-feira (2) com Laura Dogu, encarregada de negócios dos EUA no país, em uma tentativa de novos acordos para a continuidade do apoio entre os dois governos um mês após a captura e prisão de Nicolás Maduro.

Rodríguez aproveitou para nomear vários membros do gabinete e uma nova diplomacia nos Estados Unidos.

Do outro lado, Dogu escreveu nas redes sociais que conversou com a presidente sobre os planos americanos para 'estabilização, recuperação econômica, reconciliação e transição'.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou após a reunião que o foco diplomático daqui para frente envolverá 'a resolução das diferenças e controvérsias históricas entre os Estados Unidos e a Venezuela'.

'Revisamos a agenda comum, especialmente em relação à energia, comércio e política', disse.

Delcy aproveitou a conversa para anunciar nomeações para diversos cargos do governo. Entre eles estão a do ex-ministro das Relações Exteriores, Félix Plasencia, para chefiar a missão diplomática da Venezuela nos Estados Unidos.

A nomeação de Plasencia marca uma mudança crucial nas relações diplomáticas entre Caracas e Washington, que foram rompidas em 2019, depois que os Estados Unidos se recusaram a reconhecer a reeleição de Maduro. Na época, apoiaram um governo paralelo liderado pelo então líder da oposição, Juan Guaidó.

Rodríguez também nomeou Daniella Cabello, filha do ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, como ministra do Turismo.

Cabello, uma das figuras políticas mais importantes do país, prometeu o apoio da polícia a Rodríguez quando virou presidente após Maduro ter sido deposto em uma operação militar americana que resultou em mortes no mês passado e levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas.

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, disse a repórteres durante uma videoconferência na segunda-feira que estaria disposta a se encontrar com Rodríguez 'se necessário' para estabelecer um 'cronograma de transição'.

'Se for necessário trocar ideias em uma reunião para definir um cronograma de transição, isso acontecerá', comentou.

No entanto, ela acrescentou que o governo interino de Rodríguez 'ainda é a máfia'.

'Podem ter outro nome, mas são a máfia'.