Petro divulga balanço de ataques dos EUA na Venezuela
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, divulgou nas redes sociais um balanço dos ataques das forças americanas na Venezuela na madrugada deste sábado. A base aérea La Carlota, o quartel da montanha em Catia La Mar, e a base militar de helicópteros de Higuerote foram desativadas e bombardeadas.
O Palácio Federal Legislativo, em Caracas, foi bombardeado. O aeroporto de El Hatillo foi atacado e o aeroporto privado de Caracas, em Charallave, foi bombardeado e desativado.
Além disso, Gustavo Petro afirmou que ataques forma feitos no centro histórico de Caracas e que as regiões de Caracas, Santa Mónica, Forte Tiuna, Los Teques, 23 de Enero estão sem fornecimento de energia elétrica.
As informações ainda não foram confirmadas pelas autoridades venezuelanas. Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, declarou nesta manhã que o país não vai aceitar a presença de tropas estrangeiras.
Padrino ainda informou que um ataque dos EUA na manhã de hoje atingiu áreas civis e que a Venezuela está contabilizando dados sobre mortos e feridos.
A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre os ataques militares na Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Uma publicação foi feita nas redes sociais da diplomata. Ela também afirmou que Maduro "carece de legitimidade", cobrou "moderação" e reafirmou que os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados em todas as circunstâncias.
Kallas ainda destacou que a segurança dos cidadãos da UE no país é a principal prioridade.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou, neste sábado, os ataques militares dos Estados Unidos na Venezuela.
Em uma publicação nas redes sociais, Boric apelou por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país, que ela deve ser resolvida por meio do diálogo, do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
Ele ainda destacou que o Chile reafirma sua adesão aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados.
A Espanha também defendeu o Direito Internacional e fez um apelo “à desescalada e à moderação”. O governo espanhol se colocou à disposição para mediar o conflito. “A Espanha está disposta a colocar seus bons ofícios à disposição para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, declarou o Ministério das Relações Exteriores espanhol, em nota.
O presidente espanhol, Pedro Sánchez, disse que o país acompanha “exaustivamente” a situação na Venezuela e também defendeu o respeito às normas do Direito Internacional e da Carta da ONU.
A Rússia condenou o ataque e também se ofereceu para ajudar a buscar uma solução pacífica. “Nas circunstâncias atuais, é particularmente importante evitar qualquer nova escalada e concentrar-se na busca de uma solução por meio do diálogo. Acreditamos que todas as partes com queixas existentes devem buscar soluções para seus problemas por meio do diálogo. Estamos prontos para ajudar nesses esforços”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.
O Irã, aliado da Venezuela, chamou a açãoa militar de “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os culpados.
Já o presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump, celebrou o anúncio da captura de Maduro, como “um avanço da liberdade”.
