Petro classifica morte de colombiano por agente do ICE nos EUA como 'assassinato' e cobra explicações de Trump
O presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, classificou nesta terça-feira como um “assassinato” a morte de um colombiano pelas mãos de um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) nos EUA, em meio à campanha de batidas e deportações de imigrantes promovida pelo presidente americano, Donald Trump.
Segundo fontes do governo americano, o ICE irá suspender abordagens a veículos nas ruas de todo o país após o ocorrido.
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Na noite de segunda-feira, um agente do ICE matou a tiros o colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos, no estado do Maine, no nordeste dos EUA.
Nesta terça, centenas de pessoas protestaram no estado contra a morte.
No X, Petro, crítico frequente da política migratória de Trump, condenou a ação.
“O que aconteceu no Maine é o assassinato de um colombiano latino-americano pelas mãos do governo dos EUA”, escreveu.
A autoridade de imigração alegou que o jovem estava no país "de maneira irregular" e tinha uma ordem de expulsão imediata.
Durán Guerrero foi baleado dentro de um veículo durante uma operação do ICE na cidade de Biddeford, onde vivia com a esposa e a filha de três anos.
O serviço de imigração alegou que ele tentou fugir e que um agente atirou “em nome da segurança pública”.
“Mataram-no por considerá-lo um ser inferior e sem direitos”, denunciou o presidente colombiano.
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Petro também exigiu que “os assassinos paguem por esse homicídio” e cobrou explicações de Trump.
O episódio ocorreu poucos dias após um agente do ICE matar um mexicano que vivia nos EUA durante uma operação realizada em Houston, no Texas.
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Organizações de defesa dos direitos humanos e dos imigrantes têm criticado a atuação do ICE e denunciado abusos durante operações de fiscalização migratória.
Petro e Trump já entraram em choque diversas vezes por causa da política migratória.
Um dos principais atritos ocorreu em 2025, quando o governo americano deportou um grupo de colombianos algemados durante o voo de repatriação, gerando críticas do presidente colombiano às condições da operação.
