Petistas comemoram derrota na Hungria de Viktor Orbán, líder da extrema direita global: 'Aliado de Bolsonaro'

 

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Políticos do PT celebraram a derrota de Viktor Orbán, líder da extrema direita global, nas eleições da Hungria neste domingo. O então primeiro-ministro admitiu ter sido superado pela oposição no pleito e abriu caminho para uma transição de poder no país da Europa Central, que por 16 anos enfraqueceu instituições democráticas e tornou Budapeste em uma frente de resistência aos valores liberais no coração da União Europeia com seu modelo de "democracia iliberal". O vencedor da votação foi o líder da oposição, Péter Magyar, do Tisza (Respeito e Liberdade).

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Em novembro do ano passado, Orbán se reuniu com o então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em Washington, nos Estados Unidos, e criticou as supostas "caças às bruxas políticas" contra Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. (O ex-presidente, aliás, passou dois dias na Embaixada de Hungria após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, em 2024.) No encontro nos EUA, o húngaro disse estar "firmemente ao lado dos Bolsonaros". Eduardo, por sua vez, destacou que Orbán compartilhava da mesma "visão de mundo" de Donald Trump.

Escolhido do Lula recentemente para comandar a articulação política do governo, José Guimarães (PT-CE) classificou Orbán como "aliado de primeira hora de Bolsonaro". Ele ressaltou que o resultado do pleito na Hungria "representa uma vitória da democracia e um recado claro: o obscurantismo e o extremismo de direita, que atingiram seu ápice nas bolhas de desinformação das redes sociais, começam a entrar em declínio no mundo".

Para Guimarães, que antes de assumir a Secretaria de Relações Institucionais era líder do governo Lula na Câmara, acrescentou que "a verdade e a democracia prevalecem sobre a mentira e o atraso organizado" e sugeriu que a derrota da extrema direita seria um prenúncio da eleição no Brasil.

"O Brasil também saberá reafirmar, nas urnas, seu compromisso com a democracia e seus valores. Mostrará que o governo do presidente Lula retomou o crescimento econômico, alcançou recordes de emprego e renda, ampliou investimentos em programas sociais e infraestrutura e resgatou a soberania nacional, reconquistando o respeito do país nos fóruns internacionais", escreveu.

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Já o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nas redes sociais que a Hungria "escreveu uma página histórica". "Com participação recorde, o povo derrotou Viktor Orbán e impôs uma derrota devastadora à extrema-direita, encerrando um ciclo de 16 anos de autoritarismo, obscurantismo e ataque à democracia", destacou o petista, para quem "o mundo se torna mais feliz quando a extrema-direita perde".

Lindbergh avaliou que a vitória na Hungria mostrou que "nenhum projeto de ódio é invencível, nenhum autoritarismo é eterno e nenhum governo fundado no medo consegue calar para sempre a vontade popular". Assim como Guimarães, ele também citou o clã Bolsonaro e a expectativa por um resultado parecido em outubro.

"Que a derrota histórica de Orbán sirva de recado para o Brasil: em outubro, vamos derrotar a extrema-direita aqui também. Com voto, com povo e com coragem, vamos vencer o ódio, defender a democracia e enterrar o bolsonarismo", disse.

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) compartilhou um vídeo em que opositores de Orbán celebram o resultado das eleições nas ruas de Budapeste.

"A derrota do fascismo é contagiante! Vamos repetir no Brasil em outubro derrotando a extrema direita bolsonarista e seus aliados do Centrão", acrescentou.

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Já o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Marcio Macedo também exaltou a derrota "do aliado de Bolsonaro".

"Representa uma vitória da democracia e indica um enfraquecimento da extrema-direita no mundo. Encerra assim, um ciclo de 16 anos de autoritarismo, perseguições e obscurantismo", destacou.

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