Petição para excluir Argentina da Copa supera dez milhões de assinaturas antes da semifinal
Às vésperas da semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra, a Argentina voltou ao centro de uma polêmica extracampo.
Uma petição online que pede a exclusão da atual campeã do torneio ganhou mais de dez milhões de assinaturas após a vitória por 3 a 2 sobre o Egito, nas oitavas de final, marcada por fortes reclamações sobre a arbitragem.
Hospedada no site argentinaout.com, a campanha alega que a Fifa e os árbitros estariam favorecendo Lionel Messi e a seleção argentina.
O texto afirma que o vencedor da Copa já estaria "decidido" e pede a retirada da equipe da competição.
Apesar da repercussão, a iniciativa não possui qualquer valor jurídico ou efeito sobre o Mundial, já que apenas a Fifa tem competência para aplicar sanções ou excluir seleções.
Petição para excluir Argentina da Copa supera dez milhões de assinaturas antes da semifinal
Reprodução
A mobilização ganhou força depois da dramática virada da Argentina sobre o Egito.
Os argentinos saíram perdendo por 2 a 0 e marcaram três gols nos 13 minutos finais da partida.
O confronto ficou marcado por decisões contestadas da arbitragem, especialmente a anulação de um gol de Mostafa Ziko após revisão do VAR por uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez no início da jogada.
A Federação Egípcia contestou a interpretação do lance.
Outro episódio que alimentou as reclamações ocorreu pouco antes do gol da vitória argentina.
Críticos alegaram que o árbitro francês François Letexier deixou de marcar uma falta sobre Mohamed Salah na origem do contra-ataque que terminou com o gol decisivo.
O presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu a atuação da equipe de arbitragem e afirmou que a intervenção do VAR seguiu corretamente o protocolo previsto para o lance anulado.
Já o técnico Lionel Scaloni rejeitou qualquer insinuação de favorecimento.
— Com a tecnologia e toda a exposição que existe hoje, seria impossível esconder qualquer manipulação.
Erros acontecem no futebol, mas não existe tratamento especial para a Argentina — afirmou o treinador, segundo veículos internacionais.
