Pesquisadores filmam pela primeira vez nascimento de baleia cachalote e a união para salvar o recém-nascido; assista
Cientistas americanos publicaram nesta quinta-feira, 26, dois estudos analisando o nascimento de uma baleia cachalote em 2023, na costa de Dominica, pequena ilha-nação caribenha. As imagens, filmadas com ajuda de um drone, mostram cerca de dez baleias circulando a baleia-mãe enquanto ela dá à luz.
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Este é apenas o quarto nascimento documentado em mais de 60 anos, sendo que os outros três não foram vistos por pesquisadores, muito menos filmados.
Publicado na Science, o primeiro estudo analisa e demonstra que o parto de uma baleia cachalote é um momento de cooperação social entre animais parentes e até não parentes.
Em 8 de julho de 2023, perto das 10h da manhã, o Project CETI encontrou um grupo de 11 baleias de diferentes linhagens genéticas. Uma hora depois, por volta das 11h12, após uma mancha vermelha subir no mar, as nadadeiras da cauda do filho começaram a surgir.
Até a saída do bebê, a atenção das outras dez baleias se manteve na mãe. Após o parto, elas começaram a dar total atenção ao recém-nascido. O único macho presente — um adolescente que foi chamado de Allan — foi consistentemente evitado pelo grupo. Confira o vídeo abaixo:
Nascimento de cachalote foi filmado em 2023
O parto durou cerca de 34 minutos, mas a história não acabou aí, e o que veio a seguir é o que impressionou os cientistas: por horas, o grupo de 11 baleias manteve o filhote acima do nível da água, para que ele não afogasse.
Durante essa fase, as duas linhagens — que não “conversam” normalmente — estiveram em intensa atividade em conjunto.
O suporte foi feito de forma rotativa: a cada momento, uma baleia diferente levantava o pequeno. No entanto, existia um grupo central de quatro baleias: Rounder, a mãe; Aurora, meia-irmã de Rounder; Ariel, uma baleia sem parentesco e uma quarta fêmea mais velha: o apoio delas totalizou 96% do tempo total.
"Essas análises fornecem evidências de assistência ao parto em uma espécie não primata, um comportamento que por muito tempo foi considerado característico apenas de humanos e seus parentes próximos", aponta o estudo.
