Pesquisadores do Norte terão bolsas para pesquisas com impacto social

 

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Profissionais das regiões Norte e Nordeste terão acesso a novas oportunidades de formação acadêmica por meio de um programa internacional voltado ao enfrentamento da pobreza. A iniciativa prevê a oferta de bolsas de estudo para pesquisadores que desenvolvam projetos com impacto social.


O anúncio foi feito em Belém, durante evento realizado na Universidade Federal do Pará (UFPA), com a presença do economista Abhijit Banerjee, um dos principais nomes mundiais na área de estudos sobre pobreza.


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Ao todo, serão disponibilizadas duas bolsas de estudo, com duração de um ano, destinadas a profissionais com mestrado ou doutorado em Economia e áreas relacionadas. O objetivo é ampliar a formação de pesquisadores brasileiros e incentivar a produção de estudos voltados à realidade das regiões Norte e Nordeste, especialmente no desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências.


O edital ainda será divulgado, mas deve incluir ações afirmativas, com vagas destinadas a pessoas negras e indígenas, além de prioridade para mulheres.


Formação inclui pesquisa e experiência prática


Os selecionados participarão de um programa que combina formação acadêmica com atuação prática em projetos de impacto social. Entre as atividades previstas estão:


desenvolvimento de pesquisas aplicadas;

mentoria acadêmica individual;

participação em conferências nacionais e internacionais;

integração a uma rede global de pesquisadores.


A proposta é fortalecer o uso de dados e métodos científicos na elaboração de políticas públicas voltadas à redução da pobreza.


Além da formação técnica, o programa também pretende ampliar a diversidade na produção científica no Brasil, com foco na inclusão de pesquisadores das regiões Norte e Nordeste.


O programa integra um conjunto de iniciativas voltadas à redução da pobreza no Brasil, com atuação em estados como Pará e Maranhão. Essas ações envolvem o apoio à formulação e avaliação de políticas públicas em áreas como assistência social, agricultura familiar e combate à desnutrição.


O modelo segue metodologias desenvolvidas por pesquisadores como Esther Duflo, que contribuíram para o uso de evidências na avaliação de políticas públicas.