Pesquisadores de IA estão começando a fumar porque acreditam que tecnologia vai curar o câncer, diz executivo do setor

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A confiança no potencial da inteligência artificial parece estar chegando aos extremos no Vale do Silício. Segundo Shyam Sankar, diretor de tecnologia (CTO) da Palantir, alguns pesquisadores de IA estão começando a fumar cigarros como uma forma de demonstrar que acreditam que a tecnologia será capaz de curar o câncer no futuro.

"Muitos pesquisadores de IA começaram a fumar como uma forma de sinalizar a outros pesquisadores o quanto acreditam na inteligência artificial", afirmou Sankar em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, no domingo (11). Segundo o executivo, a lógica por trás do comportamento seria uma espécie de aposta no futuro da medicina.

"Eu acredito tanto na IA que ela vai curar o câncer. Então estou mostrando que estou apostando todas as minhas fichas nisso", explicou.

Sankar, no entanto, não identificou os pesquisadores nem apresentou evidências que sustentassem a afirmação. O tabagismo continua sendo uma das principais causas de doenças e mortes evitáveis, e nenhum avanço da inteligência artificial eliminou os riscos associados ao cigarro.

A declaração acompanha uma tendência identificada pelo Business Insider entre pequenos grupos de fundadores, engenheiros e investidores de tecnologia, que passaram a adotar o cigarro como símbolo de uma contracultura no Vale do Silício, tradicionalmente associado à busca por longevidade e otimização da saúde.

Para alguns, fumar representa uma oportunidade de socialização. Para outros, uma maneira de transmitir uma imagem mais descontraída.

Há também quem acredite que os avanços da IA tornarão irrelevantes os riscos do tabagismo. "Quando você desenvolver câncer de pulmão, nossos robôs de IA já deverão ter encontrado a cura", disse anteriormente ao Business Insider Avi Schiffmann, fundador da Friend, startup de dispositivos vestíveis com inteligência artificial.

A fé na inteligência artificial Apesar de relatar o comportamento, Sankar criticou o que chamou de "psicose coletiva" e "ilusão social" em torno da inteligência artificial no Vale do Silício.

O executivo afirmou que parte dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia passou a depositar uma confiança quase religiosa na inteligência artificial geral (AGI), conceito que descreve sistemas capazes de realizar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível comparável ao humano.

"Acho importante entender que muitas dessas pessoas no Vale do Silício que estão construindo essa tecnologia preencheram esse vazio com o deus-máquina da AGI", afirmou, em referência à ideia do filósofo Blaise Pascal de que os seres humanos carregam um vazio espiritual.

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