Pesquisa revela que 56% dos brasileiros pretende apostar durante a Copa do Mundo 2026
A menos de um mês do início da Copa do Mundo de 2026, uma nova pesquisa revelou que o torneio deve impactar diretamente o bolso dos brasileiros. Levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) aponta que 56% dos entrevistados pretendem fazer apostas em bets durante a competição. O estudo também mostra que o interesse em gastar aumenta conforme o desempenho da seleção brasileira, já que 47% afirmaram que pretendem elevar os gastos caso o Brasil avance no campeonato.
A pesquisa ainda revelou um recorte preocupante sobre o perfil dos apostadores. Entre aqueles que pretendem apostar durante a Copa, 79% estão endividados. Já entre os que não possuem dívidas, o percentual cai para 48%.
O levantamento, realizado pela Creditas em parceria com a Opinion Box, também aponta que o hábito é ainda mais forte entre os jovens e 69% deles pretendem apostar, mesmo sem terem acompanhado o último título mundial da seleção.
Entre os entrevistados que afirmaram ter intenção de apostar, 31% disseram esperar retorno financeiro como forma de complementar o orçamento do mês. Outros 15% enxergam as apostas como uma oportunidade de renda extra. Já 54% afirmaram que a principal motivação é a diversão.
“Os dados mostram que as apostas já fazem parte do cotidiano de consumo, o que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre educação financeira, especialmente em contextos de maior exposição ao consumo e ao risco”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.
Intitulada “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”, o estudo também mostrou que, apesar do alto índice de endividamento, 49% dos entrevistados consideram que momentos de socialização, como assistir aos jogos com amigos e familiares, justificam os gastos extras durante o torneio.
Segundo Casagrande, o envolvimento emocional e social provocado pela competição pode tornar as decisões financeiras menos racionais. "O problema é quando essa combinação de impulso, consumo e falta de planejamento começa a pressionar ainda mais um orçamento que já está fragilizado", alerta.
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