Perto dos 10 milhões, ‘Exército do Lula’ se aproxima dos maiores canais do WhatsApp no Brasil

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Comunidade comandada por André Janones chegou a 9,5 milhões de seguidores e está atrás apenas de outros dois canais Com 9,8 milhões de seguidores, o canal da plataforma Netflix está à frente do grupo de Janones.

O maior do País, conforme levantamento de CartaCapital, é o “Pack de Figurinhas”, com 15,3 milhões. O Exército do Lula ocupa a terceira posição, à frente de canais de notícias, entretenimento e esportes.

O crescimento do “Exército do Lula” ocorre na reta final da campanha presidencial, em que o presidente Lula (PT) disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Criado por Janones em 14 de abril, o canal passou a funcionar como um instrumento de mobilização digital em favor do petista e tem diversas “missões” para os seus “soldados”.

O canal do candidato do PL, a “Tropa do Flávio”, tem 2,1 milhões de seguidores e vem sendo alvo de ordens de retirada de conteúdos falsos e enganosos com frequência pelo Tribunal Superior Eleitoral.  A meta de 10 milhões é perseguida em meio à controvérsia sobre a atuação do canal na campanha.

CartaCapital mostrou nesta sexta que técnicos do TSE suspeitam que o presidente da Corte, Nunes Marques, possa determinar a suspensão do Exército do Lula durante o debate entre os candidatos, previsto para esta noite na TV Globo. A campanha petista se prepara para contestar a eventual medida, que considera censura prévia.

Após a intenção de Nunes Marques se tornar pública, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques reagiu e determinou que o presidente da Corte se abstenha de ordenar uma nova suspensão do canal sem aval do plenário.  O canal já foi sido suspenso anteriormente por decisões do ministro e posteriormente restabelecido. Após o debate, Janones pretende fazer uma live de 24 horas seguidas no último dia da campanha.

Vinícius Nunes Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes.

Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News. Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.

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