Perto da sexta Copa e da aposentadoria, Ochoa vê melhor atuação da carreira no Brasil: 'Mudou minha vida'

 

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O eterno goleiro Ochoa, velho conhecido do futebol das Américas, está perto de disputar sua sexta Copa do Mundo. Com a lesão Luis Ángel Malagón, titular da seleção do México, uma das vagas deve ficar com o veterano de 40 anos, hoje jogador do AEL Limassol, do Chipre. O mundial deve marcar, também, o fim de sua carreira profissional.

A informação sobre a aposentadoria foi dada pelo jornalista Fabrizio Romano nesta quinta-feira, e compartilhada pelo próprio Ochoa em suas redes sociais. Mais cedo, em entrevista à revista francesa So Foot, o goleiro afirmou que "nada está garantido" sobre a convocação, mas refletiu sobre os cinco mundiais disputados e elegeu a atuação na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, em especial o duelo com a seleção brasileira (0 a 0), como a melhor da carreira.

— Acho que foi na Copa do Mundo de 2014, no Brasil (que consolidou a fama internacional). O jogo da fase de grupos contra o Brasil, aquela atuação. Talvez já me conhecessem um pouco antes da Copa, mas foi um ponto de virada. Imagina, fazer aquilo no Brasil, contra o Brasil, na Copa do Mundo, com todo mundo assistindo. Como terminou 0 a 0, foi como se eu tivesse ganhado. Porque imagine se eu tivesse feito a mesma partida, mas no final um atacante tivesse marcado, todo mundo estaria falando do atacante ou do cara que fez o gol. Mas como foi 0 a 0, e eu fui o melhor em campo, todo mundo falou de mim. Foi um ponto de virada, mudou a minha vida.

Ochoa teve atuação histórica diante do Brasil, em 2014

AFP PHOTO / ODD ANDERSEN

Se disputar sua sexta Copa do Mundo, ele quebrará um recorde de participações junto a Messi e Cristiano Ronaldo, que também devem fazer seus sextos e últimos mundiais por Argentina e Portugal, respectivamente. Atualmente, o trio já é o recordista, com cinco participações, ao lado dos também mexicanos Antonio Carabajal e Andrés Guardado, bem como o alemão Lothar Matthaus e o italiano Gianluigi Buffon. Ochoa diz que gosta da repurtação de "jogador de Copa do Mundo".

— A Copa do Mundo é a competição máxima. Muitos grandes jogadores nunca estiveram lá. As pessoas falam dela porque a Copa é a história do futebol. Então, se as pessoas dizem que eu sou um jogador de Copa do Mundo, isso não me incomoda. De jeito nenhum. Eu até agradeço, muito obrigado. E claro, depois dizem "por que você não consegue jogar em um grande clube?", claro. Mas eu sempre digo que fui o primeiro goleiro mexicano a jogar na Europa. Não havia ninguém antes de mim. Depois, houve a questão do passaporte não europeu. A primeira vez que joguei com um passaporte europeu foi aos 37 anos, no Campeonato Italiano (pela Salernitana).