Péricles e Ferrugem se unem em turnê, falam de amizade e se incentivam até na academia: 'Combinamos em tudo'
Tudo começou como papo de carioca, naquele melhor estilo do “vamos marcar”, e a data nunca chegava. Até que Péricles e Ferrugem ouviram as esposas, Lidiane e Thaís, respectivamente, insistirem: quando vocês, finalmente, cantarão juntos? A dupla lançou o primeiro single, “Foguete”, em novembro do ano passado, e agora estão percorrendo o país com a turnê “As vozes”. O show no Rio é neste sábado, dia 28, na Farmasi Arena, na Barra.
— Nós nos conhecemos em 2011. Eu sempre fui fã do Péricles e ele me chamou, de repente, para cantar com ele em um show. Eu não consegui, só chorava. Os anos foram passando, nós nos aproximamos, falávamos de fazer algo juntos e nunca fazíamos, de fato. Até que nossas esposas voltaram a falar sobre isso, e a gente atendeu prontamente, porque não somos burros (risos). E tem sido um dos melhores momentos da minha carreira. Eu estou cantando com meu ídolo — derrete-se Ferrugem, carioca, de Campo Grande.
Péricles, que é paulista, de Santo André, não deixa de ficar envaidecido ao ouvir do amigo que é ídolo dele. Mas reforça o quanto a admiração é mútua.
— Eu me lembro desse primeiro show, que cantei de improviso a música dele porque gostei de ouvir na rádio, e ele só chorou (risos). Depois, fui vendo como a gente combina em tudo. Mesmo com tanto tempo no meio artístico, é muito legal encontrar alguém com uma sintonia tão grande. E nosso repertório encaixou tão bem um no outro — diz Péricles, que cita “Me perdoa” e “Me bloqueia” como as músicas favoritas do parceiro.
Ferrugem explica o por quê:
Péricles e Ferrugem se unem em turnê
Rodolfo Magalhães/Divulgação
— Eu fui musicalmente educado pelo Pericão. Sempre que gravo uma música nova, eu mando para ele antes de todo mundo ouvir. A qualidade dele é meu parâmetro — completa o músico, que ama cantar “40 graus de amor”, do ídolo.
Agora, definem os parâmetros juntos. Isso faz com que Péricles tenha saudades do tempo em que tomava decisões em grupo no Exaltasamba?
— O que vivi com eles foi inesquecível. Tanto que me trouxe até o que sou hoje. E solo, ou em grupo, é praticamente a mesma coisa. Termino um show, fico batendo papo com a banda no camarim e a gente resenha. O que tenho com Ferrugem agora não é a mesma coisa daquela época. Mas ter um parceiro do lado sempre ajuda muito para compartilhar.
Sem peso
A turnê vem também em momento de vida semelhante das estrelas. Juntos, eles já emagreceram mais de 100kg. Escolha determinada pela saúde, principalmente. E o desempenho um do outro, focados na academia e na alimentação, faz a inspiração ser mútua.
— Se eu acordo de manhã e o cara já está treinando, eu fico até com vergonha de não ter ido ainda (risos). Malho na força do ódio, não vou negar. Mas o resultado que me trouxe é muito melhor. Antes, fazia 40 minutos de qualquer show e já sentia a lombar doendo. Isso me deixava triste. Tenho muito mais disposição — diz Ferrugem.
Péricles e Ferrugem se motivam até na malhação
Reprodução/Instagram
A virada de Péricles foi motivada por sustos em internações. Ter se tornado pai novamente aos 50 anos, de Maria Helena, o fez também repensar a vida.
— Eu passei alguns apertos com saúde. Nós estamos na linha de frente dos nossos trabalhos, tem muita gente dependendo de nós. Vivi muito tempo só cuidando dos outros e não de mim. Veio minha filha, quis mudar. Agora vai vir meu neto... E eu gosto de dançar nos shows. Fazer as coreografias exige esse preparo — diz Péricles.
O pagodeiro ganha um elogio do fã-amigo.
— E o Péricles dança muito. Mas nem adianta olhar para mim. Eu tenho duas pernas esquerdas — continua Ferrugem, aos risos.
O quanto eles se conhecem?
Dividindo agora uma turnê, e amigos há anos, o EXTRA propôs um quiz com os pagodeiros para testá-los sobre o quanto conhecem da carreira um do outro.
Qual a comida favorita? “Acho que a do Péricles é feijoada”, diz Ferrugem, que ouve um “certa resposta” do amigo. “E a do Ferrugem é um churrasquinho”, crava Péricles, que também acerta.
Qual o artista favorito? “Djavan”, acerta Ferrugem sobre Péricles. Já na hora de responder sobre o parceiro, o veterano até dá risada: “Do Ferrugem, sou euzinho”. Acertou também, claro.
Em qual ano o Péricles saiu do Exaltasamba? “2010”, diz Ferrugem, que erra a resposta. “A gente gravou um DVD em 2010, no dia 5 de junho de 2011 a gente foi no Faustão dizer que seguiríamos carreira solo. E fomos encerrar, de fato, em 2012, com o último show em fevereiro”, explicou Péricles.
Quando o Ferrugem ganhou o primeiro Prêmio Multishow da carreira? “Estou aqui fazendo as contas. Foi em 2011 por ‘Chão de estrelas’?”, pergunta Péricles, que erra. Até Ferrugem fica na dúvida, mas aqui vai a resposta: a primeira indicação, de fato, foi em 2011. Mas a vitória só veio em 2019, com “Atrasadinha”, uma parceria com Felipe Araújo.
Qual o título do filme que Péricles estrelou ao lado de Taís Araujo? “Caraca. Foi algo de Natal, não é?”, diz Ferrugem, tentando se lembrar, mas sem cravar o nome correto: “Sinfonia de Natal”.
Quem canta com Ferrugem a música “Me perdoa”? “Eu gosto dessa música. Só não gostaria de recebê-la se eu estivesse me separando (risos). Ferrugem canta essa com a Iza”, diz Péricles, que ao acertar, ganha a brincadeira.
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