Perder o celular ou ser vítima de um roubo pode expor aplicativos bancários, carteiras digitais, e-mails, redes sociais e outros dados pessoais a criminosos.
Por isso, agir rapidamente é fundamental para reduzir o risco de golpes, proteger suas contas e evitar prejuízos financeiros.
Aparelhos Android e iPhone (iOS) oferecem recursos para localizar, bloquear ou apagar os dados remotamente, enquanto bancos e operadoras de telefonia disponibilizam canais para impedir o uso da linha e proteger contas e cartões.
A seguir, veja o que fazer imediatamente após perder o celular ou ser vítima de um roubo.
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Medidas simples ajudam a reduzir problemas com banco após perder o celular
AndreyPopov/Getty Images
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6 dicas para proteger o app do banco após perder o celular
Bloqueie o celular imediatamente
Bloqueie a linha telefônica da operadora
Avise ao banco e bloqueie os acessos
Troque as senhas das contas mais importantes
Cancele o acesso do aparelho à sua conta
Ative recursos que ajudam a evitar esse tipo de problema
1.
Bloqueie o celular imediatamente
Ao perder o celular ou ser vítima de um roubo, a primeira providência deve ser impedir que alguém acesso o aparelho.
Quanto mais tempo o celular permanecer desbloqueado ou conectado às contas do usuário, maiores são as chances de que criminosos abram aplicativos bancários, apliquem golpes em apps como o WhatsApp ou utilizem informações armazenadas para recuperar senhas de outros serviços.
No Android, o bloqueio pode ser feito pelo recurso Encontre Meu Dispositivo, acessando a ferramenta em outro celular ou computador com a mesma Conta Google.
Se o aparelho estiver conectado à internet e com o serviço ativado, será possível localizar sua posição aproximada, emitir um som para facilitar a busca e bloquear o smartphone remotamente.
Mapa com a localização de um dispositivo, rastreado pelo "Encontre meu dispositivo"
Reprodução/Júlia Silveira
No iPhone, o procedimento é semelhante.
Usuários da Apple podem acessar o recurso “Buscar” pelo aplicativo instalado em outro dispositivo da marca ou pela versão web (icloud.com/pt-br/find).
Além de localizar o aparelho, o serviço permite ativar o “Modo Perdido”, que bloqueia o iPhone, impede pagamentos feitos pelo Apple Pay e exibe uma mensagem personalizada na tela contendo um telefone para contato, caso alguém encontre o dispositivo.
Ferramenta "Buscar ajuda a localizar um iPhone perdido ou roubado, além de bloqueá-lo remotamente
Reprodução/Mariana Tralback
Se as chances de recuperar o aparelho forem pequenas ou houver risco de exposição de dados sensíveis, também é possível apagar todos os dados do aparelho remotamente.
Tanto o Google quanto a Apple oferecem essa opção, que restaura o smartphone para as configurações de fábrica e remove aplicativos, fotos, documentos e contas armazenadas.
O procedimento pode ser feito pelas ferramentas “Encontre Meu Dispositivo” e “Buscar”, citadas anteriormente.
No entanto, vale considerar que, após a limpeza, normalmente não será mais possível rastrear o celular pelos serviços de localização.
A medida costuma ser indicada quando as chances de recuperação já são pequenas.
Restaurando um dispositivo para as configurações de fábrica
Reprodução/Gisele Souza
Agir rapidamente faz diferença porque reduz o tempo disponível para que criminosos explorem possíveis brechas de segurança.
Mesmo aparelhos protegidos por biometria ou senha podem exibir notificações na tela bloqueada, permanecer conectados a aplicativos ou armazenar informações que facilitem tentativas de fraude.
2.
Bloqueie o chip da operadora
Depois de bloquear o celular, solicite o bloqueio da sua linha telefônica junto à operadora.
Isso porque diversos serviços enviam códigos de verificação por SMS para confirmar logins, redefinir senhas ou validar transações financeiras.
Se um criminoso conseguir utilizar o chip, poderá tentar assumir o controle de contas vinculadas ao número.
Após confirmar a identidade do titular, a operadora interrompe o funcionamento do chip, impedindo que ele seja utilizado em outro aparelho para receber ligações, mensagens ou códigos de autenticação.
Depois do bloqueio, o usuário pode solicitar um novo chip com o mesmo número de telefone.
Assim, será possível que ele retome o uso normal do celular quando adquirir outro aparelho.
Bloquear o chip é importante para que criminoso não tenha acesso a mensagens SMS que enviem códigos de verificação e outras informações
Lucas Mendes/TechTudo
3.
Avise ao banco e bloqueie os acessos
Depois de bloquear o celular e a linha telefônica, entre em contato com a sua instituição financeira o quanto antes, mesmo que não existam movimentações suspeitas na conta.
Em alguns casos, é possível bloquear temporariamente o acesso à conta ou ao aplicativo bancário.
Também há bancos que permitem restringir temporariamente transações via Pix ou estabelecer limites adicionais como medida preventiva.
No caso do Banco Mercantil, por exemplo, clientes podem utilizar os canais oficiais de atendimento para comunicar a perda ou o roubo do aparelho e receber orientações sobre como reforçar a proteção da conta e dos cartões.
Bloqueie cartões físicos e virtuais até ter certeza de que tudo está seguro.
Hoje, muitas instituições permitem fazer isso diretamente pelo aplicativo, mas quem perdeu o acesso ao celular pode recorrer aos canais oficiais de atendimento, como telefone, chat ou WhatsApp verificado.
Comunicar sua instituição financeira sobre o desaparecimento do aparelho é importante para evitar surpresas relacionadas à sua conta
Mariana Saguias/TechTudo
4.
Troque as senhas das contas mais importantes
Depois de impedir o acesso ao aparelho e avisar o banco, revise as senhas das contas mais importantes.
Uma boa estratégia é começar pelo e-mail principal.
Isso porque ele costuma ser o canal de recuperação da senha de diversos serviços, incluindo aplicativos bancários e redes sociais.
Se alguém conseguir acessar essa conta, poderá invadir tais plataformas facilmente.
Trocar a senha das contas principais, como o e-mail, é essencial para se manter protegido
Reprodução/Canva
Em seguida, altere a senha do aplicativo do banco, caso ainda não tenha feito isso durante o contato com a instituição financeira.
Alguns bancos podem solicitar uma nova validação de identidade antes de liberar o acesso em outro aparelho, enquanto outros exigem a confirmação por biometria, reconhecimento facial ou token de segurança.
Como esses procedimentos variam entre as instituições, vale seguir as orientações fornecidas pelo próprio banco.
Também é importante trocar a senha do Google, em celulares Android, ou da Apple ID, no iPhone.
Ambas controlam diversos serviços do aparelho, incluindo backups, localização do dispositivo, sincronização de fotos, documentos e aplicativos baixados.
Caso permaneçam comprometidas, um terceiro poderá continuar acessando informações pessoais mesmo depois que o celular estiver bloqueado.
As carteiras digitais também merecem atenção.
Serviços como Google Wallet, Apple Wallet e Samsung Wallet contam com diferentes camadas de segurança, mas é essencial revisar os cartões cadastrados, remover dispositivos antigos e alterar senhas.
Os procedimentos podem ser realizados pela conta do Google, para Android, e na Apple ID, para iPhone.
Por fim, troque as credenciais das redes sociais.
Além do risco de golpes aplicados em nome da vítima, essas contas podem fornecer informações sensíveis sobre o usuário.
Ao acessar sua carteira digital por um novo dispositivo, é importante remover o acesso do antigo
Reprodução/Unsplash
5.
Cancele o acesso do aparelho à sua conta
Trocar as senhas nem sempre é suficiente para encerrar todas as sessões abertas.
Muitos serviços mantêm dispositivos autorizados logados, mesmo após a alteração das credenciais.
Por isso, será necessário desconectá-los remotamente.
Na conta Google, por exemplo, é possível acessar a área de segurança e visualizar todos os dispositivos que fizeram login recentemente.
Caso apareça um smartphone desconhecido ou o aparelho perdido, basta selecionar a opção para encerrar a sessão ou remover o dispositivo da conta.
O mesmo procedimento pode ser realizado no Apple ID, que exibe a lista de iPhones, iPads, Macs e outros equipamentos vinculados à conta Apple, permitindo remover aqueles que não deveriam mais ter acesso.
No caso dos aplicativos bancários, as opções variam de acordo com cada instituição financeira.
Alguns bancos permitem visualizar os aparelhos autorizados e desvincular aqueles que não pertencem mais ao cliente.
Outros encerram automaticamente a sessão quando identificam uma troca de senha ou o bloqueio do aplicativo.
Se essa opção não estiver disponível, vale entrar em contato com a instituição para confirmar se ainda existe algum dispositivo autorizado e solicitar sua remoção, caso necessário.
Mesmo depois da mudança de senha, pode ser necessário encerrar algumas sessões manualmente
Mariana Saguias/TechTudo
6.
Ative recursos que ajudam a evitar esse tipo de problema
Nem sempre é possível evitar a perda ou o roubo de um celular, mas algumas configurações podem dificultar bastante o acesso de terceiros aos dados armazenados no aparelho.
Uma das principais recomendações é utilizar um método de bloqueio seguro na tela, como impressão digital ou reconhecimento facial; se possível, adicione ainda uma senha forte no aparelho.
Vale, ainda, manter a verificação em duas etapas ativada nas contas mais importantes, especialmente no e-mail, na conta Google ou Apple e nos aplicativos bancários.
Assim, mesmo que um criminoso descubra a senha, ainda precisará passar por uma segunda etapa de autenticação antes de conseguir acessar o serviço.
Outra dica é evitar armazenar senhas em aplicativos de notas, capturas de tela ou outras plataformas que não possuem muita segurança, o que pode facilitar o acesso indesejado dos criminosos.
Esse conteúdo faz parte do projeto Tech50+, patrocinado por Banco Mercantil.
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