Pequena África vira palco da Feira Preta

Pequena África vira palco da Feira Preta

 

Fonte: Bandeira



Depois de dez anos longe da capital fluminense, o Feira Preta Festival está de volta ao Rio de Janeiro para transformar a região da Pequena África em um grande encontro de cultura, ancestralidade e inovação negra. Entre os dias 29 e 31 de maio, o maior festival de cultura e economia preta da América Latina ocupará espaços como o Píer Mauá, o Armazém Kobra e diferentes pontos da região portuária com uma programação gratuita que mistura música, empreendedorismo, literatura, moda, gastronomia e tecnologia.

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A programação completa pode ser acompanhada pelo perfil da Feira Preta no Instagram (@feirapretaoficial).

Com o tema “Negra é a raiz da revolução”, a edição deste ano reforçará a conexão entre memória e futuro. A região do evento, marcada pela história da população negra no Brasil, será palco de shows, cortejos, rodas de conversa, workshops e experiências artísticas.

A ação ainda reunirá empreendedores de áreas como moda, gastronomia, design e bem-estar, ampliando oportunidades de visibilidade, geração de renda e criação de redes.

— A Feira Preta é muito importante para o nosso cenário, não só do funk, mas da cultura brasileira. É um encontro de gerações, comunidades e periferias, que representam a nossa história e a nossa força —, afirma a cantora Tati Quebra Barraco.

Fundada há 25 anos pela empreendedora Adriana Barbosa, a iniciativa nasceu em São Paulo como uma pequena feira de negócios e se tornou um dos principais ecossistemas de empreendedorismo e cultura negra do país.

Feira Preta reúne música e empreendedorismo negro

Divulgação

Cultura, debates e muita inovação

Entre as atrações musicais confirmadas estão Leci Brandão, Teresa Cristina, Tati Quebra Barraco, além da cantora angolana Titica. A programação também reúne nomes como Sandra Sá, DJ Nyack, Baile Black Bom e grupos ligados ao samba e às tradições afro-brasileiras, como os Filhos de Gandhi.

Além da música, o festival aposta em encontros sobre economia preta, inovação e circulação de riqueza dentro da comunidade negra. Participam das conversas nomes como Nath Finanças, Michel Alcoforado, Jurema Werneck e Konrad Dantas, fundador da KondZilla. Os debates abordam temas como acesso ao crédito, inteligência artificial, empreendedorismo negro e cultura digital.

— O festival conecta cultura, música, ancestralidade e empreendedorismo preto em um dos lugares mais simbólicos da história do Brasil. O evento movimenta o território, gera oportunidades para artistas e para nós, empreendedores locais, e reafirma a potência da cultura preta que está acontecendo agora —, diz a trancista Jully Souz, uma das empreendedoras que estará no evento.

A programação também inclui cinema, slam, exposições, batalhas de rap, atividades infantis, literatura e experiências imersivas. Entre os destaques estão conversas com Conceição Evaristo, Hanayrá Negreiros e Eliana Alves Cruz.