Pequena dose de antibiótico pode ajudar no tratamento de ataques de pânico, mostra estudo brasileiro

 

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Estudo conduzido pela Universidade Estadual Paulista e Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrou que pequenas doses do antibiótico minociclina podem ajudar no tratamento do transtorno do pânico. O efeito foi similar ao do clonazepam (Rivotril).

As doses utilizadas no experimento formam menores do que as usadas para tratar infecções bacterianas, reduzindo a probabilidade de desenvolvimento de resistência bacteriana.

Em humanos, o tratamento reduziu a intensidade dos ataques de pânico.

Algumas condições psiquiátricas resultam da inflamação das células nervosas. De acordo com o estudo, que teve como primeira autora a pesquisadora Beatriz de Oliveira, a minociclina tem um efeito anti-inflamatório em baixas doses.

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Os pacientes que tomaram minociclina apresentaram níveis reduzidos de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina (IL)-2sRα e a IL-6, e níveis aumentados de IL-10, que promove uma resposta anti-inflamatória. Além disso, houve uma redução em um outro tipo de citocina associada a diversos processos inflamatórios.

Foram analisados 49 pacientes diagnosticados com transtorno de pânico. No início do estudo e novamente após sete dias de uso da minociclina, eles inalaram ar enriquecido com 35% de dióxido de carbono. O uso do dióxido de carbono foi para causar a mesma sensação de sufocamento de um ataque de pânico. O grupo de controle tomou clonazepam.

O estudo abre caminho para a busca de outros medicamentos com ação anti-inflamatória que possam ter um efeito no tratamento do transtorno do pânico. Mas ainda são necessários mais estudos antes que a minociclina possa ser adotada para esse fim. O experimento foi publicado na revista Translational Psychiatry .