'Pegadinha' de 1º de abril sobre morte da tartaruga mais velha do mundo viraliza e é desmentida

 

Fonte:


Ela morreu mesmo ou tudo não passou de mais uma pegadinha? A suposta morte de Jonathan, considerada a tartaruga terrestre mais velha do mundo, viralizou nas redes sociais como uma espécie de “brincadeira” de 1º de abril. Mas, desta vez, o humor deu lugar à desinformação, e a história precisou ser desmentida.

Vídeo: Cadela é resgatada após passar uma semana à espera da dona que caiu de cachoeira na Nova Zelândia

A notícia falsa surgiu a partir de uma conta na rede X que se passou pelo veterinário do animal, Joe Hollins, afirmando que ele havia “falecido em paz”. A publicação se espalhou rapidamente, mobilizando internautas e até pesquisadores que estudam o DNA do animal.

Publicações enganosas sobre Jonathan

Reprodução

Pouco depois, o próprio Hollins recorreu ao Facebook para esclarecer o caso. Em tom categórico, afirmou que a informação era falsa e alertou para um golpe envolvendo pedidos de doações em criptomoedas. “NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe”, escreveu, pedindo que a mensagem fosse compartilhada para conter a desinformação.

Confira a publicação:

Publicação do veterinário desmentindo a informação

Captura de tela

Uma vida que atravessa séculos

Jonathan segue vivo na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde reside nos jardins da Plantation House, residência oficial do governador. A idade exata é incerta, mas estima-se que tenha nascido por volta de 1832, nas Seychelles, o que o coloca na marca de aproximadamente 193 anos.

Ao longo da vida, o animal testemunhou transformações históricas profundas. Viveu sob oito monarcas britânicos e mais de 40 presidentes dos Estados Unidos, além de ter nascido antes mesmo da popularização do pão fatiado e da chegada de Charles Darwin às Ilhas Galápagos.

Rotina tranquila e curiosidades

Apesar da idade avançada, Jonathan mantém uma rotina ativa e tranquila. Ele passa os dias tomando banhos de lama, se alimentando, com destaque para bananas, cenouras e vegetais, e até “assistindo” partidas de tênis, guiado pelo som da bola, já que sua visão é bastante limitada.

Descrito como dócil e sociável, o animal também é conhecido por reconhecer vozes familiares, especialmente a de quem o alimenta. Segundo Hollins, essa personalidade tranquila pode estar relacionada à perda gradual de alguns sentidos ao longo dos anos.

Jonathan vive com outras três tartarugas gigantes, David, Emma e Fred, e já superou momentos críticos de saúde. No passado, chegou a ser considerado à beira da morte, mas se recuperou após mudanças na dieta e nos cuidados veterinários, em um processo descrito como uma espécie de “regeneração”.

Hoje, além de símbolo de longevidade, ele também se tornou uma das principais atrações turísticas de Santa Helena, e uma testemunha viva de quase dois séculos de história.