Pedro Lins se consolida nos sábados da Globo, levando mais sotaque à TV
De Recife para o Brasil, o jornalista Pedro Lins já imprimiu a sua marca nas manhãs de sábado da TV Globo. Ao assumir o "Pequenas empresas & Grandes negócios" (PEGN), um dos programas mais longevos da televisão, com quase 40 anos, ele levou à telinha também os diversos sotaques dos empreendedores brasileiros. O comunicador nordestino traz um olhar sensível que transforma trajetórias de luta em histórias que inspiram o país.
Na coluna Oxente, Rio!, o apresentador fala sobre o PEGN, os desafios da nova fase e as viagens pelo Brasil em busca de quem faz acontecer. Conexão que o tornou um dos nomes mais admirados por quem empreende! Veja abaixo a entrevista.
O PEGN acaba de ganhar novo fôlego com mudanças de formato. Como equilibrar inovação e tradição?
O PEGN é um programa de 37 anos, sucesso em audiência. E assim como no mundo dos negócios, também precisa se reinventar constantemente. Trazer as novidades do mercado, acompanhar as mudanças de comportamento e continuar sendo uma referência para quem empreende e quem quer empreender no Brasil. Mantivemos a tradição em algo que não muda: o compromisso com a informação, com os fatos, com os dados. Somando a isso, inovamos no jeito de levar a informação, de contar as histórias e ajudar o brasileiro nessa jornada que é empreender.
Pedro, você saiu de Pernambuco para assumir um programa de alcance nacional. Como tem sido essa adaptação e o que trouxe de olhar nordestino para o conteúdo?
O empreendedorismo já faz parte da minha vida há anos. Além de ser de uma família de empreendedores, também empreendo. Quando estava à frente dos telejornais em Pernambuco, as pautas sobre negócios sempre fizeram parte da rotina, em reportagens, entrevistas em estúdio, programas especiais. Trazer essa vivência para o PEGN foi fundamental para aproximar o programa do empreendedor. A gente quer estar onde o empreendedor está. Não importa a região, o estado, a cidade. Se tem alguém empreendendo, lá também vai estar o PEGN. E eu vou com meu olhar acolhedor, com um braço caloroso Pernambucano que gosta de uma boa conversa, de uma troca de experiência. É trazer o lado mais humano.
O programa passou a investir em quadros mais dinâmicos e linguagem inspirada nas redes sociais. Essa mudança mira qual público: o novo empreendedor digital ou o brasileiro tradicional que sonha em abrir um negócio?
A gente quer falar com todo mundo. Eu costumo dizer que o PEGN é um programa para quem empreende, para quem quer empreender e para quem quer só assistir a um excelente programa na televisão brasileira. Investir em formatos, linguagens é aproximar esse espectador, seja lá onde ele estiver. Muitas vezes, o pequeno empreendedor não está muito familiarizado com os termos técnicos do ecossistema de negócios, são muitos termos em inglês. O que fazemos é democratizar o acesso a informação. Assim, conseguimos alcançar o maior número de pessoas.
Em um Brasil onde o empreendedorismo cresce e se diversifica, como o programa pretende ampliar a representatividade regional — especialmente do Nordeste — nas próximas temporadas?
Todo sábado o PEGN roda o país. É um programa com vários sotaques. Nos últimos dois anos, eu estive em todos os estados brasileiros, em todas as capitais, cidades das regiões metropolitanas e interior, além do Distrito Federal. Conversei com empreendedores em cada estado brasileiro, mostrando negócios inovadores. A gente quer trazer a diversidade que o Brasil tem, não somente com o povo, mas com os negócios. O programa busca mostrar esse DNA criativo, inovador, que soluciona problema e gera oportunidades. A gente também amplia essa representatividade, com o apoio das afiliadas Globo espalhadas pelo país. Repórteres locais que participam de séries especiais, quadros, trazendo constantemente a identidade regional.
Quais são os dados mais recentes de audiência do PEGN e como o desempenho se comporta após a mudança para as manhãs de sábado?
O PEGN é um programa que alcança mais de 8 milhões de brasileiros. E cada vez mais estamos atraindo novos telespectadores. Na média nacional (PNT), o programa marca em média 7 pontos, um número +100% acima da soma das audiências das concorrentes da TV aberta. Há um aumento do público jovem entre 24 e 34 anos.
