Pedreiros mortos por policiais são sepultados em São Gonçalo. Polícia Civil analisa câmeras corporais de agentes

Pedreiros mortos por policiais são sepultados em São Gonçalo. Polícia Civil analisa câmeras corporais de agentes

 

Fonte: Bandeira



A família dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, mortos em ação da Polícia Militar no Jardim Catarina, em São Gonçalo, vela os corpos nesta quinta-feira no Cemitério São Miguel, no bairro de mesmo nome da cidade da Região Metropolitana. A polícia analisa as imagens das câmeras dos policiais para investigar informações de testemunhas, que relatam, por exemplo, que não houve abordagem nem havia operação na comunidade. O enterro será às 15h.

Os donos do crime: desaparecidos, miliciano Tandera e matador Sem Alma deixaram rastro de mortes

Praça Onze Maravilha: novas regras preveem estímulo a investimentos no setor imobiliário na Zona Norte

A Secretaria de Polícia Militar (SEPM) informou que os policiais envolvidos foram afastados:

"A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que um procedimento apuratório sobre o caso foi instaurado e está sendo conduzido pela Corregedoria Geral da Corporação. Os policiais militares envolvidos na ação estão afastados do serviço nas ruas e as armas já foram disponibilizadas à perícia da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. As imagens das câmeras operacionais portáteis dos policiais também já foram extraídas e já estão sendo analisadas pela Corregedoria, assim como já estão à disposição da delegacia. A SEPM segue colaborando integralmente com os procedimentos investigativos e reitera seu compromisso com a apuração transparente e irrestrita dos fatos", diz a nota da corporação.

A Polícia Civil recolheu o tripé e a régua de obra que estavam com os pedreiros. A investigação está em andamento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

"Os policiais militares envolvidos na ocorrência já prestaram depoimento na unidade, e suas armas foram apreendidas para confronto balístico. As imagens das câmeras corporais foram requisitadas. Outras testemunhas também foram ouvidas, e diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos".

'Se tivesse contado antes, poderia ter evitado o que aconteceu com Henry', diz jovem que acusa Jairinho de agredi-la quando criança

'Covardia', disse primo

— Foi uma uma covardia que fizeram com dois trabalhadores. Nenhum deles era bandido — disse um amigo, que pediu para não ser identificado.

Os equipamentos eram transportados entre Marcelo da Cruz Silva, que pilotava o veículo, e o carona Edivan Felipe de Assis. Este último segurava a régua em uma das mãos. Os dois pedreiros cumprimentaram a testemunha ao passar por ela. Cerca de 30 segundos depois, ela escutou a rajada de tiros que tirou a vida dos dois trabalhadores.

— Eu estava saindo para trabalhar e vi os dois passando por mim numa moto. Eles me cumprimentaram e deram bom dia. Estavam com uma ferramenta que pode ter sido confundida com uma arma. Eles seguiram adiante e uns 30 segundos depois escutei a rajada de tiros. Ainda consegui olhar a moto caindo junto com os dois — disse a testemunha.

Initial plugin text