Peça polêmica do carnaval, o costeiro pode ser a parte mais cara da fantasia e precisa até de segurança

 

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Se teve uma palavra que ganhou projeção nacional neste carnaval, o nome dela é costeiro. De uma hora para a outra, o pobre acessório desempenhou um papel antagônico na história de Virginia Fonseca com o samba. Atravessaram. Ela e ele. Juntos até certo momento. Depois, cada um para o seu lado, terminaram a folia rompidos sob os olhos incrédulos do público.

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Brincadeiras a parte, a peça é fundamental nas fantasias de musas e rainhas que passam pelo Sambódromo. Podem ser grandes e pesados, como os da rainha de bateria a Grande Rio, ou leves, sem muitos elementos para deixar a mulher livre para evoluir na Avenida.

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Foi o caso de Monique Rizzeto, musa da Vila Isabel, que retorna com seu costeiro neste sábado ao Desfile das Campeãs. Representando a lua, a influenciadora carregou o acessório feito com tubos e pompons, sem exageros ou peso.

Monique Rizzeto

rep/ instagram

Ela só pôs a peça nas costas quando estava prestes a desfilar. Enquanto se arrumava e dava entrevistas, a seu lado estava Pedro Henrique, segurança e no carnaval "guarda-costeiro".

" Guardo tudo, né? Sou segurança dela, mas trato de botar na Avenida, levo a água, busco na dispersão, levo até o camarote e sempre segurando o costeiro", descreve ele, que já desempenha essa função há pelo menos 15 anos.

Pedro Henrique

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Pedro carregava o costeiro de Monique o tempo todo, numa única posição. O dela pesava quatro quilos, três vezes menos do que o usado por Virginia e que quase acabou com sua estreia.

"Tem que ter muito cuidado para ninguém amassar, pisar, carregar. É uma responsabilidade que se não for cumprida, tira pontos da escola. Já carreguei costeiro de quase meio milhão de reais", conta ele, que estará na função logo mais.

Pedro Henrique e Monique Rizzeto

Extra

Aline Oliver não é segurança. A profissão que exerce é a de maquiadora. Mas durante o carnaval, ela se torna uma fada-madrinha de musas e rainhas e, claro, carrega o costeiro. Neste, ela teve em mãos o acessório usado por Ainê Coutinho.

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Mais pesado que o de Monique, o da mulher do jogador Philippe Coutinho, tinha penas coloridas e era um pouco maior, pesando cerca de seis quilos. Pelo menos durante meia hora, Aline segurou o costeiro até chegar a hora de vesti-lo em Ainê.

Aline Oliver

Extra

"Pesa um pouco, mas o maior medo é que alguém esbarre nas penas e danifique, por isso temos que ficar sempre num cantinho para evitar tumulto", recomenda aos colegas de ofício.

Além da peça, ela também carregava uma bolsa com pequenos socorros:

"Aqui tem água, lenço umedecido, cola de cílios, desodorante, maquiagem, cílios postiços, outro par de sandália, chinelo e curativos. Se ela precisar de algo, eu tenho. E, claro, sempre de olho para ver se o costeiro não tá machucando. Se estiver, a gente já pega logo um adesivo e coloca para aguentar o desfile".

Ainê Coutinho

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Ivy Mesquita, há oito anos na Vila, e há pelo menos 30 no carnaval já usou todo o tipo de costeiro. Dos mais leves aos mais pesados. Experiente no assunto, esse ano, optou por um que a deixasse mais livre. Ainda assim, teve seu guarda-costeiro que se revezou na função com o marido da musa.

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Leandro Queiroz, jornalista baiano, pela primeira vez na Sapucaí, desempenhou o papel de guarda-costeiro e foi nota 10 nessa estreia:

"Pude acompanhar tudo de perto e zelar pela imagem dela como um todo. Tanto na parte de comunicação, como na de segurar o costeiro a cabeça, deixá-la mais à vontade e relaxada só para entrar em cena e arrasar".

Leandro Queiroz e Ivi Mesquita

Extra


De pierrot e colombina, a fantasia de Ivi teve um dos menores costeiros da Avenida na mesma noite em que Virginia sofria com o dela, de 12,5 kg:

"O meu esse ano está bem leve, mas ainda assim é fundamental a gente ter esse apoio de destaque durante o percurso. Se algo acontece, tem alguém ali pronto.

Ivi Mesquita

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Há 18 anos desfilando, Renata Frisson, a Mulher Melão, usou um costeiro tão pesado quanto Virginia em sua passagem pela Sapucaí defendendo o Salgueiro. Pelo menos dez quilos pesava sua peça e a cabeça outros dez:

"Quando tirei estava bem machucada e com dor na cabeça. Mas depois de 18 anos, estou acostumada, passa. Por isso tenho dois apoios e segurança, porque não dá para ficar o tempo todo com o costeiro, embora dessa vez eu tenha ficado com ele na concentração. Na hora a gente nem sente o peso, só vai ver depois".

Mulher Melão

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