PDT admite discussão sobre federação partidária após não atingir cláusula de barreira

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O PDT discutirá a possibilidade de integrar uma federação com outros partidos em uma reunião da executiva nacional marcada para o dia 27 de outubro, dois dias após o segundo turno da disputa presidencial. Neste ano, o partido não atingiu a cláusula de barreira, perdendo acesso ao fundo eleitoral e à propaganda gratuita na TV e no rádio no próximo pleito, e saiu derrotado em estados em que apostava em candidaturas ao governo.

Disputa nas redes: Meta anuncia ‘medidas’ após relatos de favorecimento em IA do WhatsApp, mas recurso segue gerando conteúdos pró-Flávio Eleições 2026: Entre na comunidade do GLOBO no Whatsapp e receba conteúdos sobre a campanha, os candidatos e os principais acontecimentos da disputa A menção à discussão foi incluída no edital de convocação para a convenção nacional da sigla, marcada para o próximo mês na sede da Fundação Leonel Brizola, no Rio de Janeiro. O encontro será realizado de forma híbrida, e poderão votar membros dos diretórios do partido, parlamentares eleitos e integrantes do conselho político do partido. Na pauta, foram incluídos itens como "a análise da conjuntura nacional, o debate sobre possível federação, incorporação ou fusão com outras agremiações partidárias".

Na reunião, também será discutida a proposição de um manifesto, de um estatuto, de programas regionalizados e de um nome para a federação. Entre as siglas consideradas para a formação do bloco partidário, a principal é o PSB, partido com o qual os pedestistas negociam desde 2022, em uma estratégia para ampliar a representação no Congresso.

Neste ano, o PDT elegeu quatro deputados para a Câmara e obteve 1,64% dos votos válidos nacionalmente para a Casa. O desempenho não supera o mínimo fixado pela cláusula de barreira, que exige 13 parlamentares eleitos em ao menos nove estados e 2,5% dos votos nacionais. O partido também enfrentou derrotas no primeiro turno de candidatos tratados como competitivos nas disputas estaduais, como Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul e Requião Filho no Paraná.

Até a véspera, os dois apareciam em pesquisas com chance de irem para o segundo turno, mas perderam na primeira votação para Luciano Zucco (PL) no RS e para Sergio Moro no PR. A sigla também saiu derrotada em Minas, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kallil (PDT) terminou a eleição em quinto lugar.

Ao longo deste ano, a sigla passou por momentos de reavaliação estratégica. A legenda chegou a ocupar cargo no primeiro escalão do governo federal, mas perdeu o espaço depois da saída de Carlos Lupi, presidente nacional do partido, do Ministério da Previdência, após o estouro do escândalo do INSS no ano passado. Depois disso, o PDT decidiu adotar uma postura de independência no Congresso e decidiu deixar a base do governo na Câmara.

Já neste ano, a sigla decidiu apoiar a campanha de reeleição de Lula e integrar a coligação encabeçada pelo PT pela primeira vez em doze anos. A aliança também incluiu acordos para a costura de apoios locais, em estados em que os petistas abriram mão de lançarem candidaturas para apoiar os pedetistas.

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