O Paysandu chegou à reta decisiva da Série C sem conseguir preencher duas posições consideradas carentes no elenco. O executivo de futebol Marcelo Sant’Ana afirmou que o clube tentou contratar um atacante e um volante de maior porte físico durante a temporada, mas não teve sucesso nas negociações. A busca por um novo jogador para o ataque, porém, ainda pode terminar com a chegada de Nico Schiappacasse.
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O atacante uruguaio, que marcou sete gols pelo Amazonas na atual edição da Série C, é um dos nomes pretendidos pelo Papão. O acordo entre as partes já estaria encaminhado, mas a contratação depende da situação judicial do jogador com o clube amazonense.
Schiappacasse entrou na Justiça alegando atraso de cinco meses de salários e busca a rescisão indireta do vínculo. O contrato com o Amazonas tem duração prevista até outubro. Caso consiga a liberação, o jogador poderá ser registrado pelo Paysandu mesmo após o fechamento da janela de transferências, dentro das exceções previstas na legislação esportiva.
“A janela fecha dia 11, mas, segundo a Lei Geral do Esporte, podemos trazer atletas fora da janela de competições com algumas especificidades, como atraso salarial que gera uma rescisão indireta do vínculo de trabalho”, explicou Marcelo Sant’Ana.
O dirigente ressaltou, no entanto, que o desfecho não depende diretamente do Paysandu. Caso a rescisão seja confirmada, Nico ainda poderá ser inscrito na Série C até 25 de setembro, data-limite para registros de atletas antes da quarta rodada do quadrangular.
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A situação é diferente da busca por outros reforços. Segundo Sant’Ana, o clube avaliou mais de oito atacantes ao longo do processo, mas não encontrou um nome que atendesse aos critérios definidos pelo departamento de futebol e pela comissão técnica.
“Nós avaliamos mais de oito atacantes para tentar trazer essa peça. Ao longo da temporada, se não conseguimos sucesso com um atacante, dentro do departamento de futebol e comissão técnica nós falhamos nessa contratação. Queríamos ter trazido um atacante a mais”, admitiu.
Outra necessidade identificada foi a contratação de um primeiro volante com maior estatura e força física. A posição também não foi preenchida na janela.
“Foram as duas lacunas que tentamos trabalhar, e é muito difícil serem solucionadas faltando cinco rodadas”, afirmou o executivo.
Agora, o Paysandu concentra as atenções na segunda rodada do quadrangular do acesso. Depois da derrota para o Brusque na estreia, o time enfrenta a Ferroviária neste domingo (13), às 16h, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). O Papão precisa pontuar fora de casa para continuar na briga pelo acesso à Série B.
O Liberal