Paulo Figueiredo diz que Ramagem foi detido por 'infração leve de trânsito' e encaminhado ao ICE
Após o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) ser preso nos Estados Unidos nesta segunda-feira, o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo afirmou que ele foi "detido após uma abordagem policial" em Orlando, na Flórida, inicialmente em função de uma "infração leve de trânsito". Em seguida, o ex-parlamentar, segundo Figueiredo, teria sido levado ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE).
Em um post no X, o blogueiro afirmou que a questão é, no momento, "meramente imigratória", mas disse que a situação de Ramagem no país é "legal", afirmando que ele possui "um pedido de asilo pendente protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso".
Na publicação, Figueiredo também afirmou que a empresa da qual ele é sócio no país, Immigrex, está prestando assistência ao ex-deputado e que, neste momento, não enxerga "risco de deportação". "O trâmite do ICE também é burocrático e depende da formalização no sistema do órgão para que os próximos passos sejam dados nesta direção", escreveu. O blogueiro também negou que a detenção esteja relacionada ao pedido de extradição de Ramagem apresentado pelo governo do Brasil em janeiro deste ano.
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A mesma mensagem foi repostada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), no X. Em uma segunda postagem, ele também afirmou que havia sido informado da detenção e disse que "acompanhará com máxima atenção cada desdobramento deste caso, que ultrapassa uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias e à atuação de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro". "Confiamos no bom senso das autoridades dos Estados Unidos para compreenderem o contexto em que se insere este episódio, marcado por um cenário de forte tensão política no Brasil", acrescentou.
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Ramagem foi condenado no ano passado, em julgamento da trama golpista realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a uma pena de dezesseis anos pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de estado.
Ainda durante a análise do caso pela Corte, ele deixou o Brasil pela fronteira em Boa Vista (RO), viajou em direção a Georgetown, capital da Guiana, de onde pegou um voo para Miami, na Flórida. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), após a fuga, ele teria entrado no país usando documentos falsos, obtidos com a ajuda de um garimpeiro identificado como Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas. Durante a estadia nos EUA, onde permanece junto da família desde setembro, chegou a afirmar que se sentia "seguro" no país e que tinha "anuência" do governo americano.
