O deputado federal e candidato a governador de Minas Gerais pelo PT, Patrus Ananias, disse hoje que faz uma campanha "dialogante", buscando ouvir todos os setores para fazer um governo participativo.
"É uma campanha como eu sempre fiz, uma campanha dialogante, pedagógica, não demagógica, de ouvir também as pessoas.
Quero, cada vez mais, conhecer os desafios e as possibilidades de Minas Gerais", disse.
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O candidato acrescentou que pretende conversar com prefeituras, movimentos sociais ambientalistas, com empresas para convergir as dimensões econômicas, humanas, sociais e ambientais.
"Cada centavo será destinado ao bem público", afirmou Patrus.
Na sexta-feira o candidato fará o lançamento oficial da sua candidatura, em um evento na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, junto ao presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Este será o primeiro compromisso de campanha de Lula em Minas Gerais.
"Vamos fazer um belo evento aqui, democrático, apresentando as nossas propostas, os nossos projetos, e também será uma oportunidade para que a nossa liderança maior, o presidente Lula, possa também conversar com o povo de Minas sobre a continuidade e o avanço dos seus projetos e propostas no governo federal", afirmou Patrus.
O deputado participou do evento Mineração em Debate 2026, realizado pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), em Belo Horizonte.
Durante o evento, Patrus disse que considera fundamental conciliar a mineração com a sustentabilidade ambiental, o respeito aos trabalhadores, às comunidades onde a mineração é feita.
"Não podemos permitir que aconteçam novamente tragédias inaceitáveis, como foram as tragédias de Mariana e Brumadinho.
Teremos uma mineração que respeite efetivamente esses limites do bem comum, do compromisso com a vida", disse.
Patrus afirmou que pretende conversar com as empresas de mineração, trabalhadores, movimentos sociais, escolas e universidades para desenvolver um plano de desenvolvimento da mineração no Estado, especialmente a exploração de terras raras.
Em relação à dívida de Minas Gerais com a União, Patrus disse que vai enfrentar a dívida de maneira honesta.
"Nós vamos enfrentar essa dívida, de uma maneira honesta.
Mas ela não vai ser prioridade, nós não vamos negociar com o governo federal, vamos esticar mais a dívida.
Vamos assumi-la e vamos cumprir os compromissos.
Mas a dívida não vai prevalecer sobre o nosso compromisso com as políticas públicas de qualidade em Minas, a saúde, a educação, a segurança pública e a segurança alimentar", afirmou.
Patrus disse que apresentou um projeto de lei na Câmara dos Deputados de proteção das terras raras.
"Eu defendo que as nossas riquezas, hoje, com a presença extraordinária das terras raras, mais o minério, o lítio, todas as nossas riquezas minerais e também riquezas ligadas à agropecuária sejam devidamente industrializadas aqui no nosso país.
E que esses produtos sejam colocados a serviço do povo brasileiro.
Nós não podemos continuar sendo um país exportador de matéria-prima e depois comprar o produto industrializado e vir nos acompanhando desde o ciclo do ouro, no século XVIII", disse.
